17.6.15
Letrado, concorrido
Multiplicado
Enlatado
Copiado
Sem face e
facilmente substituído,
mesmo carregando
mais de mil consigo.
Ser produto do que fizeram de você?
Imponência e desrespeito?
Humildemente carrego
minha dignidade
que me torna super ou hiper
meu curso, meu caminho,
meu destino.
No fundo, lembre-se:
você é mercadoria;
eu...
a vendo.
12.6.15
...delicado!
Pensava viver...
...entonado!
Pensava estar...
...creditado!
Pensava estar...
Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.
Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.
Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.
Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.
Reconstrução secular.
Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.
São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?
Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.
Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.
Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?
Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.
10.6.15
15.5.15
Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!
Calígula em tormento.
Peça única conformada.
Vazio,
Agonizante
Deteriorante.
A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.
Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.
O que é o oposto?
Qual o antagonismo?
12.5.15
Nos meus longos
Loiros cabelos
Estável
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
O atormentam?
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Porta-retratos
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
Ela
Eu
5.5.15
24.3.15
Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.
10.2.15
28.12.14
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Provas estão enlaçadas.
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Não é e nem era, mas
Foi...
Não se iluda,
Não me iluda!
Também fico, mas
Só!
27.12.14
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Sorrateiros antes de um salto.
30.11.14
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Não transformam o ter
No ser.
Meu dilema, é
Meu desejo.
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Se importe...
Não fuja...
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
Duvida?
9.11.14
8.11.14
3.10.14
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.
25.8.14
29.7.14
21.7.14
29.6.14
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...
Na próxima.
Se houver uma próxima.
16.6.14
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?
10.6.14
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Até que consegui.
19.5.14
Um valor que eu não sabia
Foi evitando que descobri
Nas palavras por quanto tentou me vender
Tal moeda desconhecida
O câmbio foi arbitrário
Mas você não conseguiu pagar
Então um pouco mais de você eu vou apagar.
Não se vende alguém!
Não se coloca preço em alguém!
É assim que se torna um ninguém!
Não é tudo que se pode comprar,
Não é mesmo?
Você não tinha esse valor, né?
Não conseguiu me comprar.
Não é tudo que está à venda.
Você vai me entender.
Até lá, eu vou me entreter.
10.5.14
Não me preocupo com
Nenhuma amarra
O vão entre suas coxas
Tentação proeminente
Voltada para mim
Como se apontada
Pedisse bis.
Parece que me subjugam
Que me chamam e
Desejam
Ardente como uma luz vizinha.
Serotonina e adrenalina tentam
Tentam mas não corrompem,
A sacada com a porta aberta
Me convidam e
No apagar de suas luzes entendo,
Talvez não fosse para mim.
Seria uma rua que nos separa?
Seriam mundos equidistantes?
Sua nudez exaltada
Perturba a noite
É a facilidade que te
Mantém a essa distância
Longe
Mesmo que curiosa
Minha vontade se mantém íntegra
Pô pô pô por causa da ressonância que conheci
Ser, não, cumprir,
Ao menos com a promessa
Que me fiz
9.5.14
atônito e intragável,
um gole de vinho branco
ou uma dose de whisky.
Vejo-o como um lorde,
escravocrata
de mentes vis
Décadas se passaram
entre silêncios
contradições e
fugas
Desmonta a imagem
que te fez
rei
Retrai a ambiguidade
quando ostenta
uma certeza
fajuta
Antítese
do carrasco
que se autodenomina
Alguém.
30.4.14
E outros devaneios
Falácias
Perdido em alguns lisonjeios
Por vezes alheios
Ingênuo
Prostrados em pé
Por tempos inteiros
Perdemos
Consumo da imprudência
Cavalos esguios
Satisfazendo
Do cheiro de campo
À praia pequena
Te querendo
Fugaz e inevitável
É a orla em brisas
Só
Chuva e café
Companhia por hora
Traquejo
Surtido o efeito contrário
No telefonema molhado
Capricho
E a mensagem que fica
Na cabeça e não se escreve
Sem recompensa
Tentativa de outrora
Repassada no poema
Lembrança
Mais uma investida
Desta vez com coragem
Legitimidade
28.4.14
não calibre sua perseverança
pela inconstância amizacional,
nem todos são como muitos já foram.
Quem sabe a distância seja um subterfúgio
ou talvez uma maratona a se correr sozinho.
Necessariamente encontramos pessoas assim:
levam um pouco de nós e deixam um pouco deles.
Sem dúvidas, nosso amado amigo Morcegônico
voltará e, para tal, a Confraria deve estar de pé.
Meu amigo, meu amado amigo,
o bater de nossas asas é individual,
nosso grito é supersônico e inaudível,
mas nossa presença é peculiar
tanto quanto vivermos em bando.
24.4.14
Vai da semente à árvore frutífera
Do ovo ao pássaro em voo
A ideia que procura ser forma
Passa a ser uma forma distorcida da ideia
Mas se não houvesse essa ânsia
Nunca se concretizaria como forma
- em segundos um salto
Um trampolim
Uma fagulha
Algo já em movimento
Motivo para um fim e
Perspectiva de um novo começo
Retroalimentado como
Um moto-perpétuo
Ouroboros de proporções cotidianas
Se funde com a primeira do próximo.
12.4.14
deitado em piscina de bolinhas
leve, leve desconforto, leve à mente,
flutuando em pequenos espaços de ar
levianamente
estivesse.
Pronto para despertar
o urso mais feroz em sua própria caverna.
Orgulho, egoísmo?
Oportunidades novas?
por isso, o medo...
por isso o medo?
Estivesse.
Seria o primeiro a dizer
teve sua chance,
se eu fosse.
Soaria como
pequenas pedrinhas no meio do cascalho
ou ego no seu egoísmo,
o detalhe entre o é e o foi
ou o e-a-r de
esteve, estava, estará?
Talvez falte uma resposta,
sua querida França
também é fria.
Censura ou liberdade de pensar?
Sugiro, venha e explore,
portanto Voltaire
ao menos a responder.
Como se
não soubesse que sou o que mais quer
e o que mais precisa.
Eu sei.
Flutuando na certeza,
abraçando o abismo,
se jogando nessa
Obscura coNtunDente e Arraigada
coisa do coração.
2.4.14
15.2.14
eu me preparei pra ela.
Passei a rebentação,
enfrentei tubarões,
gritei com Poseidon.
Naufraguei em seis mares
e me levantei.
Subi no topo do mastro
quando em viagem me encontrei.
É com ela que vou fazer o regresso,
e novamente em terra firme,
onde é meu lugar,
pronto a tais encantos,
bondade,
carisma,
altruísmo,
todos devolvidos,
com a tal Onda
firmarei.
Por mil mensagens.
Apenas por ora.
Por que é tão difícil?
Intimamente ligado,
como se preso estivesse.
Vinco, algodão.
Um número sem uma voz.
Algumas mensagens,
nada mais...
Convite...
Convite?
Convide!
Passo um:
Passar as vestes.
Passo dois:
Por que é tão difícil?
Esquenta e deixa liso,
mas não deixa disso, tá?
Calma,
Tenha paciência.
Eu desenrolo e ligo,
ligo os fios que me unem,
me unem ao outro lado da linha.
Coragem.
Approach.
Eu tenho e
já chego.
15.1.14
Aguardando aquele momento.
Nos altos momentos,
nos nem tão altos...
A incerteza do será.
A compensação por
nos igualarmos em pensamentos
e buscas por conhecimentos.
Livros, filmes e outros.
Sim, somos dois estranhos ainda.
Entre contrastes azuis, brancos e pretos,
você some e eu fico meio despedaçado,
quando encontro a sala vazia...
Não tá dando mais,
desse jeito vou ter um velho mundo novo.
Vou para casa, Você.
Assisto a um filme, Você.
Vou escrever, Você.
Vou desenhar Você.
Não sei quando aparecerá nesse contraste
azul celeste, branco gelo e sombra preta.
Mesmo para essa imagem,
um perfume e uma roupa
menos casual,
são o mínimo para te receber.
Aguardo então...
1.1.14
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Devo me livrar dela?
Devo aprender a viver com ela?
Nessa angústia que
outrora havia se esvaído,
os pensamentos nefastos me consomem.
Agora, reconstrução...
29.12.13
a cumprimentar um estranho,
a sorrir para qualquer um,
a dizer "te amo",
a abraçar carinhosamente,
a deixar o tempo resolver,
a passar o tempo trabalhando,
a pensar nela sem o viés,
a ver as coisas acontecerem,
a fazer parte da mudança que quero ser.
A acostumar...
Acostumado
28.11.13
não desabo.
Quando tropeço,
não me machuco mais.
Na beira do abismo,
só sinto vertigem.
Uma viagem
me libertou.
Meu voo é suave,
meu rumo é desconhecido,
voo mesmo quando não chove.
Não me preocupo
com a dificuldade,
com a indiferença,
nem incoerência.
Minhas dificuldades
supero;
a indiferença dos outros
não ligo;
na incoerência das atitudes para comigo
determino novos rumos.
Sou senhor,
sou dono.
Acima de mim, só Deus;
abaixo, quem eu quiser.
E sabe o que mais?
Continua...
19.10.13
12.10.13
Na mentira que você não soube contar
Era vergonhoso
Era indecente
Fugia de mim mesmo
Contudo
Ainda assim escorrego
Escorrego nas suas entranhas
Às vezes me torno brinquedo
Outras, me torno mentor
Tempo exato em que você definha
Encontro a estrada numa noite tonta
Compreendo seu limite
Entenda minha distância
Aumentando
Aumentando a cada nova discussão
29.9.13
Companhia de outrora,
A batalha recomeçou.
Folha caída,
O outono voltava,
Novo caminho,
Uma velha direção,
À sombra,
Posicionado novamente,
Aguardando,
Aguardando
O inverno,
Cortante noite fria do inverno,
Queixos trêmulos mas não de frio.
Lagoa pesada, criavam rios pelos poros,
Pensamentos constantes de...
Não...
E outras coisas mais.
Dor era consentir,
Era ou é.
Sim, voltava!
Mas tomei o bastão,
Aliviado,
Abatido,
Machucado
E caído.
Físico intacto,
Afiado,
Indolor,
E brilhante.
Posicionei-me novamente.
Frio...
Eu ou ela (brilhante) ou o outono
Ou o temperamento ou a temperatura,
Doía mais ser semelhante,
Mas de um modo diferente.
Doía porque doía,
E doía porque era doentio.
Educava de modo semelhante
E doía por ser diferente.
Só doía porque eu deixava.
Então tomei o bastão.
Agora.
Agora?
Agora!
Aprender sozinho,
Com a folha caída,
Com o vaso quebrado,
Com o laço desfeito,
Com a parentela adulterada,
Com o que tenho na mão.
20.9.13
O tempo passava,
Sua boca mexia,
O papo seguia.
Enquanto eu te olhava,
Nossa história se juntava,
Minhas perguntas você respondia
E assim o papo seguia.
Enquanto eu te olhava,
Mais e mais eu me apaixonava,
Atento ao que você dizia,
A conversa então fluía,
Enquanto eu te olhava,
Em mil coisas eu pensava.
Só assim conseguiria
Perceber que por essa conversa, você também sentia.
Enquanto eu te olhava,
Seu coração ao meu se aproximava.
30.8.13
Eu não lembro mais do doce toque da sua voz
Eu não lembro mais da firmeza das suas palavras
Eu não lembro mais dos anéis que vestiam seus dedos
Eu não lembro mais de como era imponente
Eu não lembro mais do seu perfume
Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do sobretudo cinza
Nem do comentário sobre o filme “A Onda”
Também não lembro mais de como você pedia sua bebida
Nem de como mostrava sua indignação
Eu não lembro mais, por quê?
Eu não lembro se consigo te esquecer
Eu não lembro se conseguirei te perder
Eu não lembro se você disse que sim
Eu temo por não lembrar como era seu cabelo
Eu não me lembro o quanto ele caracterizava sua imagem
Eu não lembro o quanto desejo você perto de mim
Mas lembro que era você.
2.8.13
Novamente ela caía
Era visível que caía pois ele não se levantava
Escorria pelas mãos
Chegara ao chão
Molhava rosto e mãos
Molhava mãos e chão
Ele não se levantava
Provavelmente porque era difícil
Tamanha decepção
Caía mais uma
Tímido se levantava o sorriso
Talvez para demonstrar força
Ou para cerrar a conversa e irmos embora
22.7.13
Por que só na autópsia
Encontraram a magnitude?
Estava ali diante deles,
Anos e anos,
E quando nada mais...
Agora tornara-se tudo.
Vislumbrava o correto,
Aos pouco se preparava
Para, um dia,
Se deitar e morrer.
Não era só o tempo que passava,
Era também o momento de ser.
Coincidia talvez a destreza?
Amparava seu próprio sonho!
Redesenhava então sua vida
E no constante descontentamento infundado,
Infinito!
Preparava-se para ser ninguém.
Mas até quando?
O que vale?
Para quem ele devia ser?
Quem sabe um motor de Ferrari
Vestido pela carcaça de um calhambeque.
Uma Mont Blanc
Na mão de um alienado
Deveria ser
O que era para ter sido.
Seria se...
Ainda poderia ter sido?
Fica confuso com o caco que tentei remontar.
Esse raio de botão que pressiona, mas não volta.
Agora voltou!
Droga, ficou apertado de novo...
Pronto, consegui!
Mas que botão maldito...
Quando solto, a luz até aquece um bocado,
Mas, quando apertado, parece um quê de pecado.
Solto, com luz,
Pressionado, me conduz,
Solto ... ué, cadê a claridade?
Botão ficou preso!
É antagônico e
Perplexamente incomum,
Deus, por favor, desprenda esse interruptor!
Solta o interruptor,
Libera a luz,
Por
Favor
…
18.7.13
Que, quando convém, coincide com o que quer,
Que era hora de Hera e não de Hades,
Que foi, mas também que vai ser...
Que desafiado, o homem te completará,
Que o insulto é não compreender sua inteligência,
Que não dura para você, porque não perdura para eles,
Que se você estivesse me ouvindo...
Que você é,
Que eu quero,
Que você seria,
se eu tivesse coragem...
Que é possível, se puder entender,
Que na minha mente também te desafio,
Que talvez não aconteça,
talvez porque água...
Apaga o fogo.
13.7.13
10.7.13
Na carne, oculta a indagação do seu corpo.
Ainda não abrira os olhos e entrelaçava
Com as suas pernas as minhas,
Instantes antes de nos deitarmos,
No dia que antecedeu o hoje,
Livrei-me da roupa com ternura,
Fechei meus olhos e te abracei.
Só nessa manhã,
Quando tornei a abrir meus olhos,
É que reparei.
Estava sonhando.
18.6.13
Me fez acreditar que tinha uma saída
Brincou no pano de minhas roupas
E foi embora.
Sei que fui culpado
Ir embora foi sua resposta
Eu tinha uma certeza
Que escorreu pela porta
Saiu, mas saiu de fininho
Manteve a porta aberta
Ainda não sei o motivo
Sua mão em meu corpo
Seu corpo em minha mão
Uma sombra atônita por paixão.
17.4.13
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sorvendo do líquido que ali havia,
Saciou sua vontade também com seu olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
A azia dilacerava o estômago faminto,
Mas não saciou sua vontade nem com um olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sua boca consumia pornograficamente,
Saciando ambas as vontades e sem nem precisar olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sobrando o pó e me reconstruindo,
Não saciando nenhuma vontade, apenas caminhando sob o meu próprio olhar.
11.4.13
12.2.13
Reclinar o seu corpo,
Meditar, mesmo que profundamente
Para reconhecer seus atos
E caminhar até onde conseguir,
Contando passos imaginários,
Sem justificar,
Apenas pensando no novo
Juntando forças para concretizar.
Cuidando de si mesmo e dos outros.
Tendo ações comportamentais exemplares.
E que não fujam à realidade.
Faça e refaça!
Tome conta!
Seja!
Realize!
Atos favoráveis
Amando com cuidado
Responsável
Se reinventando.
não mudo e não reparo
percebo e pergunto
um mudo não colabora
ajuda e enobrece
conversa e se desmantela
no auge se incrimina
a petulância da esquiva
Reparo, observo
não se altera, não há reparo
a pergunta fica muda
o quórum desfalcado
uma pergunta de um mudo
solicita a presença
o presente é presente
e presente é maravilha
o soldado que se vai
o sol que nasce
mesmo que lá atrás
aquece o campo
campo nobre de poder
o poder do sentimento
único e inigualável
colorido e colante
ou é um pedido
ou é uma súplica
mas é seu
e por isso deve cuidar
e não se esvair
por todo meu amor,
sei que queima e que dança na ilusão ótica de um mormaço,
mas não é minha culpa!
Difícil para compreender?
Imagine-se então
liberto sob os olhos jugos de outrem,
obedecendo a suas regras.
Impressione-se com a obra,
que revela uma incalculável
transição de tempo
sobreposto à vida.
E aprenda que no amor,
quando arde não é ilusão,
a liberdade afugenta a regra
e tudo eterniza essa obra.
Invadindo o ambiente
Um cheiro doce e suave
Descrevia sua fisionomia
Eu ainda não a conhecia
Mas era como se já houvéssemos nos cruzado
Seu rosto encoberto pelos seus cabelos
Essa imagem cintilava na minha mente
Imaginava-a entrando pela porta
O tempo caminhando vagarosamente
Soprando palavras desconhecidas
E firmando minhas mãos trêmulas
À medida que o tempo passava
Meu coração novamente pulsava
Até o bendito ar me faltava
E noite adentro me estimulava
Conhecê-la
Furacão de expectativas
Autocontrole descontrolado
Adrenalina chateada
O sentido que se perdeu
Ela não apareceu
Não aguentou e estourou.
Boneco de pano,
Livre para curtir.
A gota que completou o oceano,
A poeira que lavrou o susto,
Rio que não para e
Palavras que andam sozinhas.
Perdi meus óculos.
Sabe onde fui encontrar?
Ali, logo ao lado
Assim que a corda estourou.
Às minhas lentes vejo a dança
Por ela te vejo nítida,
Nem nada e nem tudo
e mais um pouco do mundo.
21.11.12
5.11.12
mas me levou tudo
fiquei no mesmo lugar
mas fui a lugares inimagináveis
uma causa, uma razão
um objetivo, uma amiga
uma paixão
devagar se concretiza minha vida
nas palavras dela
agora vim pra construir uma história
acrescento
agora vim pra construir a minha história
Ânimo, força e paciência
me deram o que o ego clama
deixei a grande latência
minh'alma já não reclama
minha evolução
minha amiga
meu coração
minha subida
15.7.12
U m a v i d a d u p l a s e r e v e l a
A q u a l i d a d e e o c a r á t e r
Q u e e l a n ã o t e m, p r o v e r a m o i n e v i t á v e l
Q u a n d o v o c ê e n x e r g a m a s n ã o q u e r v e r
O c o r a ç ã o e s t á f a d a d o a s o f r e r
Q u a n d o p l a n o s e s o n h o s v o c ê e r g u e r
A p e s s o a c e r t a v o c ê d e v e t e r
N ã o s e e n g a n e
U m a p e s s o a c o m v a l o r e s
N ã o g u a r d a t a n t a m e n t i r a
A m e g e r a u m a h o r a e n t r e g a
T o m e o c u i d a d o
D e n ã o s e o f u s c a r
P o r q u e o i n t e r i o r d e l a p o d e s e r p ú t r i d o
T a n t o q u a n t o s e u p a s s a d o
Desate as amarras
E quebre os vínculos
Antes que seja tarde
E e l a apague seu sol
17.6.12
A árvore sabe o que deve fazer,
Sabe que deve balançar
Sabe que algumas folhas vão cair,
Toda árvore conhece sua natureza
Não sabe seu destino
Mas sabe sua função,
Não recebe seu devido valor
E continua a existir,
Persiste, progride, cumpre com sua responsabilidade
E inevitavelmente nos deixa,
É triste e é frio
Mas é sua natureza,
Não sei se me conformo,
Ou se te agradeço, árvore,
Mas seus progenitores nos ensinam sempre.
31.1.12
28.8.11
O brilho da estrela,
A estrela mais chamejante
Aquela com o brilho contagiante
Acima dos deveres de um homem
O coração espalha seu motivo
Culminando em beleza
O amor cria sua destreza
Nas asas de um pássaro
Me aproximo dessa estrela
Todos os dias, Deus, como desejo vê-la
Sentimentos se superam
Vivem seus próprios medos
Ultrapassando todas as barreiras criamos novos elos
25.4.11
28.1.11
Faster then the time can go
Happiness is not just a word
And both are important so
The clock don't understands
And my mind go abstract
Love is not just a word
My life gets another act
Strong, love and happy
Strongly loving the happiness
None of is just a word
Let's respect them together
15.1.11
Eu nunca, e você nunca
Eu também, e você também
Eu sempre, e você sempre
Às vezes eu... E às vezes você...
Talvez eu... E talvez você...
Quem sabe eu, e quem sabe você.
Eu, nunca, e você, nunca
Eu, também, e você, também
Eu, sempre, e você sempre
Às vezes, eu, e às vezes, você
Talvez, eu, e talvez, você
Quem sabe, eu, e quem sabe, você.
Agora uma coisa é certa.
Eu nunca mas você nunca
Eu também mas você também
Eu sempre mas você sempre
Só que às vezes eu mas você às vezes também
E quando talvez era eu, era porque talvez você
Mas e quem sabe se eu, mas e quem sabe se você
28.12.09
E pela fresta da porta se fez presente
Os raios de sol trouxeram à palma o dourado da pele
E ali, parado, a observar minhas próprias mãos
Deixei que o dia passasse
No ápice do trânsito solar
Quando o tempo gritou, pedindo por atenção
Caminhei até a porta
Ao abrir, recordo-me das doces palavras,
“Boa tarde, meu amor”Palavras que dançavam no tempo...
Conversamos por horas e horas
A noite veio, caiu, em queda livre
Com ternura aconcheguei seu corpo belo
A noite batia em sua pele
Como reflexo da lua no mar
E o tempo sussurrou pedindo desculpas
Trazendo com ele a nítida imagem
Que finda um dia, mas não finda a vida
Aguardando o sol... que não tenha preguiça de se levantar.
27.8.09
Onde se prendem os pensamentos
Uma lágrima escorre
Lágrima de solidão, saudades
Mas então chega o fim do dia
Início do romance
É quando nos tornamos um só
Nossos corpos se encontram
Nossas almas se beijam
E este céu vai ficando estrelado
Estrelas que parecem partículas de paixão
Unindo-se ao cosmos de nossas vidas
Incrementando em nossa história
Os ares picantes dos casais que se amam
Renovando nossa existência
E enfim colocando sentido na caminhada
Passa a noite, calma e mansa
As engrenagens se envolvem
A ternura prevalece
Zelo
Já é novo dia
Reina no coração o espírito que
Tudo será tão bom quanto, ou
Melhor do que o dia anterior
19.5.09
29.4.09
Vem cá
Vem cantar comigo essa canção
Entra no ritmo, veja como é bom.
Como muda
Olha a alegria que hoje contagia
Swing e rebolado, tudo com nova energia.
Presta atenção
Ontem uma fortaleza, sem expressão
E agora perceba como dança o coração.
Que delícia
O alívio de saber que estamos nos dando bem
Prontos e esperançosos com a música que vem.
1.4.09
Adorar-te já não basta
Parece pouco,
A cada ciclo solar
A ironia da paixão,
Bate então no meu peito
A canção da conquista
E, assim, perfuma o ar
Adoça as flores e
Dá transparência ao meu ser, mas
Afoga-me em sentimentos.
Recompor, recompor, recompor
Sacudir a poeira e tentar novamente
Objetivo como uma flecha no centro do alvo.
Adorar-te já não basta
Parece pouco.
13.3.09
8.10.07
Você é minha vida
É meu céu
É minha terra
É o meu mar
Quando estou com você
Estou nas nuvens
Com o pé no chão
E encharcado de amor
Quando estou longe de você
Voo com meu pensamento em você
Deslizo mais perto de você
Nado nas profundezas desta paixão
Você é minha vida
É meu céu
É minha terra
É o meu mar
Também é meu aconchego
Meu suspiro
E meu viver
Amar e morrer de saudades a todo segundo.
14.8.07
Mais uma vez,
Para sentir o mel de sua boca,
Para me delirar com seu cheiro,
Emaranhar-me em seu charme lúcido e
Embriagar-me no seu amor delirante.
Aqui mais uma vez,
Com uma flor em minha boca,
E um amor à minha porta.
E quantas outras forem necessárias,
Não só para dizer te amo.
Na loucura,
No inferno,
Na felicidade,
No encanto.
26.3.07
a inconsciência é muito aflorada
cada passo apaga dois do passado
e o futuro que se almeja
morre em cada palavra mal dita
mal expressada e mal administrada
em um segundo se tem tudo
e no seguinte a ignorância leva ao nada
já era...
já foi...
sei que nunca será nem nunca seria
só ela diz que pensa
mas não pensa nada.
22.5.06
Sorrateira mas tentadora
Vem para lavar a alma
Trazer tranquilidade e paz
A brisa que, com ela,
Desenvolve o canto eterno da paixão
Fica no coração como se
Cravadas nele não desejassem sair jamais
A vida que se conjuga no presente
Caminha para o futuro
Sem nenhum pretérito
Apenas certeira, cognitiva.
16.3.06
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar. Nos bastar sempre e, quando procuramos estar com alguém, fazer isso cientes de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam. Elas se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Nunca se abandone
25.10.05
Amo adorar-te
És luz em meus caminhos sombrios
És a rosa dentre as orquídeas
Um orvalho na manhã
O primeiro raio de sol que toca a terra
Você mexeu de mais com meu sentimento
Amo seu coração de um lindo jeito
Pareço um menino quando vejo seu sorriso
É amor gostoso estou no paraíso
Meu coração clama por seus beijos
E palpita a tua ausência
Necessito de sua presença como amo amar você
Preciso dos seus carinhos como preciso dos seus beijos
Quero poder te dar sempre toda a felicidade que o mundo reservou pra você
Então flutue para um mundo onde você pode me encontrar
Assim flutuaremos juntos
E juntos construiremos
E juntos sempre nos amaremos
Dai, sua tristeza é meu desalento
Sua felicidade é minha glória
Venha ser feliz comigo
Quero sentir no meu coração seu sorriso cintilante
Sua paixão eterna
Nossa felicidade juntos
Meu sentimento por você ultrapassa barreiras, ultrapassa pensamentos
Mas nunca jamais ultrapassará limites
Como amo te beijar
Como amo te adorar
Como amo amar você
18.9.05
Forte que visualiza uma união no futuro,
E que no horizonte faz a diferença, pois
Alguém com uma gota inverte o fluxo e devolve os sentimentos,
Que vêm em ondas.
As ondas voltam
Para o fluxo desse alguém, reinvertendo, devolvendo em dobro a gota de sentimentos,
Fazendo a diferença no horizonte, pois é
Visto por um futuro unido e forte.
De repente é assim que um coração bate.
21.7.05
Com tantas estrelas,
O sol escolheu esse grande planeta
Admirado ousou tocar a terra.
Nesse vasto firmamento
Com tantos planetas,
A lua escolheu esse grande astro
Admirada ousou tocar a estrela.
Nesse vasto firmamento
Com tantas estrelas e tantos planetas,
O sol e a lua se encontraram e escolheram a Terra
Admirados ousaram juntos nessa terra aproveitar e viver.
8.7.05
A chama insiste em queimar
O brilho dos seus olhos
O poder de me acalmar
A timidez que me bloqueia
As palavras que vêm a tremer
O pouco que disse é o que pensas que sinto
E o pouco que sinto é o que pensas que eu falei
Adoro ver seu sorriso
Como adoro ver seu olhar
O beijo que desejo
O beijo que vem pra ficar
Essas palavras não têm fim
Muita coisa tem para vir
Pensando no que dizer enquanto o coração quer falar
Aqui é o começo e lá . . . . . .
. . . . . . . . . . não vai parar.
1.7.05
10.5.05
5.1.05
Ao embalar de um pequeno coração
Sinto que preciso de mais
Sinto que não tenho o suficiente
Sei que não tenho o merecido
Mais atenção, mais dedicação, mais companheirismo
É tão difícil encontrar?
A vida logo está para acabar
E nem os sonhos são possíveis de realizar
Para quem deixa os outros em si pisar
10.12.04
2.11.04
O mesmo toque já não tem tanta clareza
A distância delimita mais que um horizonte
A fuga para um infinito sentimento não paira pela inconsciência de um simples olhar nem pela boca que já não há de tocar
Posso dizer que neste mundo não tenho presença
Mas para onde o pensamento vai e os sonhos procuram
Sempre terei muito chão.
5.9.04
nem um toque em uma geleira que não congele
são páreos para o poder do coração de pedra que não ama.
Mas nem a pedra deste coração
nem o gelo nesse chão
nem o calor deste fogo
conseguem queimar, congelar ou me fazer esquecer dos meus sonhos.
Pelo que sinto, pela fé que me rodeia, por todas as coisas boas que procuro fazer a todos,
não desistirei de meus sonhos, que me movem, que me fazem o que sou e que me ajudarão a encontrar o amor, o amor que procuro, o amor que não me viu, o amor que não me achou.