3.4.16

Se um dia
Fores capaz
De apresentar
A métrica do amor,
Terás um Nobel.
Na praia,
Há paz
Sem estares
No fervor
Do banco do réu.
Julgas a raia
Do rapaz
Pelos ares
Da sua dor,
Meu nem tão nobre fiel.
Lembra e não caia
Na voraz
Tentação dos bares,
Do ardor
De seu desejado fel.

19.2.16

Toda vez que disseres
Preciso
É seu ego dizendo
Quero
Quando uma pergunta
Surgir
Será então teu âmago suplicando
Preciso

17.1.16

Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga...
E o propósito e tal?

9.1.16

Conheço essa armadura de alumínio,
Sem ventilação e ocultando-a.
Como transpira diante de tudo.
De mim, não se esconde.
Um toque de nossas mãos
Desnuda suas intenções.
Na guerra, protege.
Na cama, um mero zíper.
A luta reserva a distância
E ao abraço cabe aproximá-la.
Vivo sem você.
Vivo, sem você.
Sempre a terei.

28.12.15

Você me lembra das fotos!
Daquelas que tirou...
Questiona-me o por quê.
Afável e indomável.

Sinto só ter uma resposta,
Mesmo que outorgada.
Enfurecido, explico que
Pretendo com ela erradicar
A saudade enquanto não nos vemos.

Forço você a entender
Que elas para mim
São memórias vívidas
Desenhadas por entre as linhas
e entre cada palavra de um livro.

Não é que seja uma delonga,
Mas que, quando recebo,
Vejo no seu olhar
Uma exclusividade,
Um algo muito pessoal.
Íntimo.
Uma coisa só nossa.

Por ela posso navegar
Nos pensamentos
Eróticos que dominam
Como pensamentos
Que a fazem minha,
Companhia.
Minha irrefutável amante
Nos laços do amor.
Simplesmente como.

Mas entendo sua recusa.
Refuta não enviar-me mais.

Ainda assim,
Posso sempre rever as que tenho
E continuar a viajar,
Aos mesmos lugares ou
A novos lugares.
Afinal, a excitação
É uma nova jornada.

20.12.15

Olhos, negros...
Cabelos pelo ombro.
Sempre linda.
Imagem.
Mulher de atitude,
Presença marcante e
Posição firme.
Ação.
Cumprindo pena
Por ser delicada.
Beijo suave como
Chocolate meio amargo.
Veludo nu.
Imaginação.

6.12.15

Tomado de sentimentos alheios,
Pobres, por assim dizer.
Atirando ao longe as promessas
Doravante pequenas.
O que houve com o
"Amar-te e respeitar-te"?
Onde se escondeu o
"Até o último dia das nossas vidas"?
Palavras ao vento?
Apenas rituais?
Atores da vida
Diante de duzentos.
Quem é a força construtora?
A quem se atribui a responsabilidade
De ser forte e unir?
Afinal, "o que Deus juntou..."

28.11.15

Seu cheiro
Ainda entrelaçado ao meu
Na manhã seguinte!
Lembra as etiquetas...
Das nossas roupas,
"não lavar em Água Quente".
Simplesmente não lavar!

31.10.15

Tu podes te esconder
Na ausência de palavras!
Mas sempre vou te encontrar,
Nas vezes que fechar meus olhos e
Solicitar que os pensamentos te remontem.
Pois terei certeza que o coração lembra de ti.
Sentia agora que suava,
Que há tempos
A via e
Sonhava.
Ele tão confuso,
Perdia o ágil
Rebolado,
Próximo àquilo tudo.
Ela é sua graça e,
Mesmo com o tempo,
Permanece
Inalterada.
Num encontro...
De um dia qualquer...

20.10.15

Exatamente...
Por tão pouco!!
Rápido mas intenso,
De tal forma que os segundos passaram como horas.
Quase que não quis soltar....
Quase que quis te puxar.
Num encontro que tornasse um só!
Num eterno abraço, soldado, fundido.
queria que você pudesse ver meu sorriso aqui....
Tal qual o meu foi o que respondi.

31.7.15

Minhamentemeobrigaavagarpelaáreadopensamentoquenosmantémjuntos, Honestamentemesintocomocoraçãoaceleradoquandopensoemvocê, Separececonfusõescritotudojuntoéporquepareceonfusoestarcontigojunto!
E me sinto assim!
Contigo, junto!

25.7.15

Não ao reforço positivo,
Diante da inocência da pergunta
De uma criança,
Que deveria receber a reprimenda.

22.7.15

Organizar,
Estar dentro da caixa,
Separar por categoria,
Uso, frequência, abuso.

Evoluir,
Acrescentar o novo,
Jogar fora o velho,
Pensar fora da caixa.

1.7.15

Como se fosse fácil mesmo,
Experimenta você.
Veja o sabor desse cheiro.
Conversamos mais tarde.

17.6.15

Às vezes só queria
ouvir você dizer
não

não de uma maneira
que o tornasse
bitolado

não de uma maneira
que o tornasse
quadrado

Patologicamente pai.

Às vezes só queria
ser ouvido

não de uma maneira
que me tornasse
mártir

não de uma maneira
que me tornasse
mestre

Suicidamente filho.
O que da dignidade humana?

Letrado, concorrido
Multiplicado
Enlatado
Copiado

Sem face e
facilmente substituído,
mesmo carregando
mais de mil consigo.

Ser produto do que fizeram de você?
Imponência e desrespeito?

Humildemente carrego
minha dignidade
que me torna super ou hiper
meu curso, meu caminho,
meu destino.

No fundo, lembre-se:
você é mercadoria;
eu...
a vendo.



12.6.15

Pensava viver...
...delicado!

Pensava viver...
...entonado!

Pensava estar...
...creditado!

Pensava estar...

Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.

Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.

Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.

Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.

Reconstrução secular.

Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.

São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?

Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.

Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.

Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?

Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.

Repetir.

10.6.15

Fatídico dia...
Nas linhas de querosene,
Encontro o obituário!
Morri,
Morri como morri tantas mil vezes.
Dos destroços, não me remonto mais.
Na angústia destronada,
Sobra-me a carne podre de um último dia.
Descem as lamentações e chegam em seu ponto...
...Final.

15.5.15

Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!

Calígula em tormento.

Peça única conformada.

Vazio,
Agonizante
Deteriorante.

A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.

Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.

O que é o oposto?
Qual o antagonismo?

12.5.15

Caso reparasse
Nos meus longos
Loiros cabelos
  
Perpétuo
Estável
  
Entretanto
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
  
Meus cachos
O atormentam?
  
Incólume
Rio com seu riso
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Num quadro ou
Porta-retratos
  
Caem rostos
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
  
Contando estórias
  
Ele
Ela
Eu
  
Ninguém mais.

5.5.15

Adverso
Ao contrário do oposto
A principal diferença
É o primeiro passo
     
A linha
Em que me equilibro
Mais fina que a sola
Separa compaixão de dó
      
Meus pesos
Controversos ao ritmo
De um lado, vislumbre obscuro
Do outro, um borrão esclarecedor
       
Matilha
Manada
Minha filha
Mais nada

25.3.15

Suas coisas,
Que esvaziam minhas coisas,
Fazem falta para as coisas
Que não esvaziam nunca!

24.3.15

Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.

10.2.15

Ela foi, e
A saudade que deixa é
Um rombo vazio.
Na estante o
Vácuo de suas coisas.
Não habita o
Canto de outrora.
Deixa o cheiro,
Deixa a lembrança.
Deixa o canto do
Cântico da alvorada.
Castiga a cicatriz da
Solidão divergente.
Voa.
Voa.
Seu ninho guardado,
Aguarda seu pouso
De rapina.

28.12.14

Tenho a mania de
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...

Tenho meus pensamentos na nuvem,
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.

Repetidamente enfrento,
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.

Lembra aquele presente?
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!

Compreendo
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".

O que fica nas entrelinhas
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?

Suspira,
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...

Afoga-te
Em sua própria construção.
Afoga-te!

Não acredito em você,
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.

Provas estão enlaçadas
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo! 
Esses disparam meus alertas que suas
Provas estão enlaçadas.

Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!

Grite
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!

Sua subjetividade
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.

Foi,
Não é e nem era, mas
Foi...

Não me iluda,
Não se iluda,
Não me iluda!

Só,
Também fico, mas
Só!

27.12.14

Eu vejo você,
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
É incrível como afeta,
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
A falta que já sinto,
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Transformou minhas vontades,
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Assusta os próximos passos,
Sorrateiros antes de um salto.
Guardarei um pedaço comigo.

30.11.14

Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe 
E de quem a viveu...
Duvida? 
Experimenta!

9.11.14

Existem situações na vida
Em que personagens do Guy Debord
Gritariam como muçulmanas desesperadas
"Iala iala iala iala!"
 Por isso, aja na velocidade que
Não precise ouvir
"Senhor!  É tarde demais!"

3.10.14

Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.

Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.

Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.

Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.

Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.

25.8.14

Amarrasamor
Sufocaóticosufocados
Sistemáticoncisosistema

Queremporcalharotinas
Compenserenosacrilégios
Caprichadomaromântico

Juntossosublimes
Permanecéticalienada

Corriqueirasteiradvinda
Separa nós dois
O quê de tantas perguntas?
Qual é o onde a que se chega?
Adiante ou constante?
Como seria essa travessia?
Mesmo com as pessoas no entorno?
Seria sozinho?

29.7.14

No toque do
Cruzar de nossos olhos,
Um labirinto voraz.
Criado e mantido
Pelos atuais e
Momentâneos espectrais,
Desenvolvidos pelos
Meus medos.

21.7.14

Frio
Quente
Seguiu a noite.
E a gente?

Silêncio e
Conversa
Roubaram-me as palavras
Com sua presença

Que força é essa
Que me atrai?

Trêmulo
Rígido
Por um lado divertido
Por outro meio frígido

Distante e
Bem próximo
Se fosse comum
Escorregaria como limo

Que atração é essa
Que me força a dizer

Que não somos tão antagônicos quanto penso?

29.6.14

Sei que é dicotômico,
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...

Na próxima.
Se houver uma próxima.

16.6.14

Ansioso em te conhecer,
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?

10.6.14

Todos os dias ela olhava
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Todos os dias ela vivenciava
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Todos os dias ela desejava
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Todos os dias pensei
Até que consegui.

19.5.14

Eu tinha um preço
Um valor que eu não sabia
Foi evitando que descobri
Nas palavras por quanto tentou me vender
Tal moeda desconhecida
O câmbio foi arbitrário
Mas você não conseguiu pagar
Então um pouco mais de você eu vou apagar.
Não se vende alguém!
Não se coloca preço em alguém!
É assim que se torna um ninguém!
Não é tudo que se pode comprar,
Não é mesmo?
Você não tinha esse valor, né?
Não conseguiu me comprar.
Não é tudo que está à venda.
Você vai me entender.
Até lá, eu vou me entreter.

10.5.14

Da janela avisto suas pernas
Não me preocupo com
Nenhuma amarra
O vão entre suas coxas
Tentação proeminente
Voltada para mim
Como se apontada
Pedisse bis.
Parece que me subjugam
Que me chamam e
Desejam
Ardente como uma luz vizinha.
Serotonina e adrenalina tentam
Tentam mas não corrompem,
A sacada com a porta aberta
Me convidam e
No apagar de suas luzes entendo,
Talvez não fosse para mim.
Seria uma rua que nos separa?
Seriam mundos equidistantes?
Sua nudez exaltada
Perturba a noite
É a facilidade que te
Mantém a essa distância
Longe
Mesmo que curiosa
Minha vontade se mantém íntegra
Pô pô pô por causa da ressonância que conheci
Ser, não, cumprir,
Ao menos com a promessa
Que me fiz

9.5.14

Prostrado em reverências,
atônito e intragável,
um gole de vinho branco
ou uma dose de whisky.

Vejo-o como um lorde,
escravocrata
de mentes vis

Décadas se passaram
entre silêncios
contradições e
fugas

Desmonta a imagem
que te fez
rei

Retrai a ambiguidade
quando ostenta
uma certeza
fajuta

Antítese
do carrasco
que se autodenomina

Alguém.

30.4.14

Consumido por alguns pensamentos
E outros devaneios
Falácias

Perdido em alguns lisonjeios
Por vezes alheios
Ingênuo

Prostrados em pé
Por tempos inteiros
Perdemos

Consumo da imprudência
Cavalos esguios
Satisfazendo

Do cheiro de campo
À praia pequena
Te querendo

Fugaz e inevitável
É a orla em brisas


Chuva e café
Companhia por hora
Traquejo

Surtido o efeito contrário
No telefonema molhado
Capricho

E a mensagem que fica
Na cabeça e não se escreve
Sem recompensa

Tentativa de outrora
Repassada no poema
Lembrança

Mais uma investida
Desta vez com coragem
Legitimidade


28.4.14

Meu amigo, meu amado amigo,
não calibre sua perseverança
pela inconstância amizacional,
nem todos são como muitos já foram.
Quem sabe a distância seja um subterfúgio
ou talvez uma maratona a se correr sozinho.
Necessariamente encontramos pessoas assim:
levam um pouco de nós e deixam um pouco deles.
Sem dúvidas, nosso amado amigo Morcegônico
voltará e, para tal, a Confraria deve estar de pé.
Meu amigo, meu amado amigo,
o bater de nossas asas é individual,
nosso grito é supersônico e inaudível,
mas nossa presença é peculiar
tanto quanto vivermos em bando.

24.4.14

Com um salto de segundos
Vai da semente à árvore frutífera
Do ovo ao pássaro em voo
A ideia que procura ser forma
Passa a ser uma forma distorcida da ideia
Mas se não houvesse essa ânsia
Nunca se concretizaria como forma
- em segundos um salto
Um trampolim
Uma fagulha
Algo já em movimento
Motivo para um fim e
Perspectiva de um novo começo
Retroalimentado como
Um moto-perpétuo
Ouroboros de proporções cotidianas
A última página de um livro
Se funde com a primeira do próximo.

12.4.14

É como se...
deitado em piscina de bolinhas
leve, leve desconforto, leve à mente,
flutuando em pequenos espaços de ar
levianamente
estivesse.
Pronto para despertar
o urso mais feroz em sua própria caverna.
Orgulho, egoísmo?
Oportunidades novas?
por isso, o medo...
por isso o medo?
Estivesse.
Seria o primeiro a dizer
teve sua chance,
se eu fosse.
Soaria como
pequenas pedrinhas no meio do cascalho
ou ego no seu egoísmo,
o detalhe entre o é e o foi
ou o e-a-r de
esteve, estava, estará?
Talvez falte uma resposta,
sua querida França
também é fria.
Censura ou liberdade de pensar?
Sugiro, venha e explore,
portanto Voltaire
ao menos a responder.
Como se
não soubesse que sou o que mais quer
e o que mais precisa.
Eu sei.
Flutuando na certeza,
abraçando o abismo,
se jogando nessa
Obscura coNtunDente e Arraigada
coisa do coração.

2.4.14

Anseio pelos prazeres d'alma
Perplexa e conivente
Rumando ao aconchego

Estando distante do
Néctar, tão suave e
Doce que logo
Encontra, ali...

Nesta ou em outra vida
Doravante mesma alma
Obstinada e fulgaz por estar sempre...

15.2.14

Essa Onda não vai passar,
eu me preparei pra ela.
Passei a rebentação,
enfrentei tubarões,
gritei com Poseidon.
Naufraguei em seis mares
e me levantei.
Subi no topo do mastro
quando em viagem me encontrei.
É com ela que vou fazer o regresso,
e novamente em terra firme,
onde é meu lugar,
pronto a tais encantos,
bondade,
carisma,
altruísmo,
todos devolvidos,
com a tal Onda
firmarei.
Por mil mensagens.
Apenas por ora.

Camisa amarrotada.
Por que é tão difícil?

Intimamente ligado,
como se preso estivesse.

Vinco, algodão.
Um número sem uma voz.

Algumas mensagens,
nada mais...

Convite...
Convite?
Convide!

Passo um:
Passar as vestes.

Passo dois:
Por que é tão difícil?

Esquenta e deixa liso,
mas não deixa disso, tá?

Calma,
Tenha paciência.

Eu desenrolo e ligo,
ligo os fios que me unem,
me unem ao outro lado da linha.

Coragem.
Approach.

Eu tenho e
já chego.

15.1.14

Como lembrar de você
e não esquecer de mim?
Se lembrando de você
eu esqueço do mundo.
Me encontro no doce
sopro imaginário em meu ouvido.
Realizo o prazer de
estar contigo, pensando no
como seria...

Mesmo que ainda não.
Aguardando aquele momento.
Nos altos momentos,
nos nem tão altos...
A incerteza do será.
A compensação por
nos igualarmos em pensamentos
e buscas por conhecimentos.
Livros, filmes e outros.
Sim, somos dois estranhos ainda.

Entre contrastes azuis, brancos e pretos,
você some e eu fico meio despedaçado,
quando encontro a sala vazia...
Não tá dando mais,
desse jeito vou ter um velho mundo novo.
Vou para casa, Você.
Assisto a um filme, Você.
Vou escrever, Você.
Vou desenhar Você.
Não sei quando aparecerá nesse contraste
azul celeste, branco gelo e sombra preta.
Mesmo para essa imagem,
um perfume e uma roupa
menos casual,
são o mínimo para te receber.
Aguardo então...

1.1.14

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Devo me livrar dela?
Devo aprender a viver com ela?
Nessa angústia que
outrora havia se esvaído,
os pensamentos nefastos me consomem.
Agora, reconstrução...

29.12.13

a chegar em casa e acender a luz,
a cumprimentar um estranho,
a sorrir para qualquer um,
a dizer "te amo",
a abraçar carinhosamente,
a deixar o tempo resolver,
a passar o tempo trabalhando,
a pensar nela sem o viés,
a ver as coisas acontecerem,
a fazer parte da mudança que quero ser.
A acostumar...
Acostumado

28.11.13

Sinto que quando caio,
não desabo.
Quando tropeço,
não me machuco mais.

Na beira do abismo,
só sinto vertigem.
Uma viagem
me libertou.

Meu voo é suave,
meu rumo é desconhecido,
voo mesmo quando não chove.

Não me preocupo
com a dificuldade,
com a indiferença,
nem incoerência.

Minhas dificuldades
supero;
a indiferença dos outros  
não ligo;
na incoerência das atitudes para comigo
determino novos rumos.

Sou senhor,
sou dono.
Acima de mim, só Deus;
abaixo, quem eu quiser.
E sabe o que mais?
Continua... 

19.10.13

As palavras por si só
Sentimentos em versos
Dos sentimentos Inversos
Contrariam um porém
E se escondem

Naquelas águas turvas
Naqueles botes e jangadas
De um Nilo qualquer
E uni-los
Sentimento e palavra

Se ouço um "tchibum"
Só imagino a nau
Que era um não
Envolto da água
Sentimental

12.10.13

Brigo no ar e
Discuto com ele
Discuto sobre suas incapacidades
E sobre sua capacidade de
Se matar aqui dentro
E de quebra me matar também
Passo horas com a raiva como companheira
E quando na sua frente
Apenas observo e
Atesto que não estava de todo errado
Você realmente consegue
Se e me...
Eu aprendi a viver
Na mentira que você não soube contar
Era vergonhoso
Era indecente
Fugia de mim mesmo
Contudo
Ainda assim escorrego
Escorrego nas suas entranhas
Às vezes me torno brinquedo
Outras, me torno mentor
Tempo exato em que você definha
Encontro a estrada numa noite tonta
Compreendo seu limite
Entenda minha distância
Aumentando
Aumentando a cada nova discussão

29.9.13

No peito
Companhia de outrora,
A batalha recomeçou.
Folha caída,
O outono voltava,
Novo caminho,
Uma velha direção,
À sombra,
Posicionado novamente,
Aguardando,
Aguardando
O inverno,
Cortante noite fria do inverno,
Queixos trêmulos mas não de frio.
Lagoa pesada, criavam rios pelos poros,
Pensamentos constantes de...
Não...
E outras coisas mais.
Dor era consentir,
Era ou é.
Sim, voltava!
Mas tomei o bastão,
Aliviado,
Abatido,
Machucado
E caído.
Físico intacto,
Afiado,
Indolor,
E brilhante.
Posicionei-me novamente.
Frio...
Eu ou ela (brilhante) ou o outono
Ou o temperamento ou a temperatura,
Doía mais ser semelhante,
Mas de um modo diferente.
Doía porque doía,
E doía porque era doentio.
Educava de modo semelhante
E doía por ser diferente.
Só doía porque eu deixava.
Então tomei o bastão.
Agora.
Agora?
Agora!
Aprender sozinho,
Com a folha caída,
Com o vaso quebrado,
Com o laço desfeito,
Com a parentela adulterada,
Com o que tenho na mão.

20.9.13

Enquanto eu te olhava,
O tempo passava,
Sua boca mexia,
O papo seguia.

Enquanto eu te olhava,
Nossa história se juntava,
Minhas perguntas você respondia
E assim o papo seguia.

Enquanto eu te olhava,
Mais e mais eu me apaixonava,
Atento ao que você dizia,
A conversa então fluía,

Enquanto eu te olhava,
Em mil coisas eu pensava.
Só assim conseguiria
Perceber que por essa conversa, você também sentia.

Enquanto eu te olhava,
Seu coração ao meu se aproximava.

30.8.13

Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do doce toque da sua voz
Eu não lembro mais da firmeza das suas palavras
Eu não lembro mais dos anéis que vestiam seus dedos
Eu não lembro mais de como era imponente
Eu não lembro mais do seu perfume
Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do sobretudo cinza
Nem do comentário sobre o filme “A Onda”
Também não lembro mais de como você pedia sua bebida
Nem de como mostrava sua indignação
Eu não lembro mais, por quê?
Eu não lembro se consigo te esquecer
Eu não lembro se conseguirei te perder
Eu não lembro se você disse que sim
Eu temo por não lembrar como era seu cabelo
Eu não me lembro o quanto ele caracterizava sua imagem
Eu não lembro o quanto desejo você perto de mim
Mas lembro que era você.

2.8.13

Novamente ela caía
Era visível que caía pois ele não se levantava
Escorria pelas mãos
Chegara ao chão

Molhava rosto e mãos
Molhava mãos e chão

Ele não se levantava
Provavelmente porque era difícil
Tamanha decepção

Caía mais uma
Tímido se levantava o sorriso
Talvez para demonstrar força
Ou para cerrar a conversa e irmos embora

22.7.13

Ele foi...
Por que só na autópsia
Encontraram a magnitude?

Estava ali diante deles,
Anos e anos,
E quando nada mais...
Agora tornara-se tudo.

Vislumbrava o correto,
Aos pouco se preparava
Para, um dia,
Se deitar e morrer.

Não era só o tempo que passava,
Era também o momento de ser.

Coincidia talvez a destreza?
Amparava seu próprio sonho!
Redesenhava então sua vida
E no constante descontentamento infundado,
Infinito!
Preparava-se para ser ninguém.

Mas até quando?
O que vale?
Para quem ele devia ser?

Quem sabe um motor de Ferrari
Vestido pela carcaça de um calhambeque.
Uma Mont Blanc
Na mão de um alienado

Deveria ser
O que era para ter sido.
Seria se...
Ainda poderia ter sido?
Lá vem o turbilhão de sentimento latente,
Fica confuso com o caco que tentei remontar.
Esse raio de botão que pressiona, mas não volta.

Agora voltou!
Droga, ficou apertado de novo...
Pronto, consegui!
Mas que botão maldito...

Quando solto, a luz até aquece um bocado,
Mas, quando apertado, parece um quê de pecado.
Solto, com luz,
Pressionado, me conduz,
Solto ... ué, cadê a claridade?
Botão ficou preso!

É antagônico e
Perplexamente incomum,

Deus, por favor, desprenda esse interruptor!
Solta o interruptor,
Libera a luz,
Por
Favor

18.7.13

Que o tempo tem o tempo que quer ter,
Que, quando convém, coincide com o que quer,
Que era hora de Hera e não de Hades,
Que foi, mas também que vai ser...

Que desafiado, o homem te completará,
Que o insulto é não compreender sua inteligência,
Que não dura para você, porque não perdura para eles,
Que se você estivesse me ouvindo...

Que você é,
Que eu quero,
Que você seria,
se eu tivesse coragem...

Que é possível, se puder entender,
Que na minha mente também te desafio,
Que talvez não aconteça,
talvez porque água...

Apaga o fogo.

13.7.13

O que faço com você?
se te tenho,
sou guerreiro de minha própria alma
no viés,
me torno prisioneiro desse sentimento,
se te nego,
corro amedrontado para o canto de um pensamento
 
aprendo no crepúsculo
que tenho findo a imagem de bom moço.
diria que é porque encontrei,
do contrário, se pela vista de um outro,
porventura na face do encontro,
este mesmo no reflexo de um vidro.
 
Na tentativa de ser alguém que
Hoje sei que não era ninguém,
mas que, olhando atentamente,
ali encontrei o verdadeiro herói,
escondido atrás do espelho.
 
Nessa hora que me torno rei.
 
então não há medo,
nem desconforto,
nem aquele ilusório sentimento perfurado.

aqui que volto para você,
que alegra a alma mais perdida
e contempla a audácia de enfrentá-la.
 
julgo, sem você, não ser mais a mesma pessoa.
liberdade emocional.
liberdade,
emocional.
 
qual é o quando
e quando é que terei?
não, era nada,
nem nunca, não sei!
sendo a saída
soberana de um rei.
Tem um sentimento muito ruim aqui dentro
é difícil distinguir
é difícil separar
é tudo e nada ao mesmo tempo
tô com medo
mas eu vou te odiar várias vezes
como vou responder à sua pergunta
se você mesma já escreveu que eu não entendo?
a resposta é essa: como vou saber se eu não entendo!
enquanto faz-se presente o sentimento, sucumbe!
e enquanto presente o mesmo sentimento se alimenta,
tende a erguer sua bandeira e propiciar AQUELA que há muito se esconde.

sobe o cume que te derruba mas afunda no mar que vos criaste.

a incongruência do sentido das frases é a permuta do pensamento que me rodeia
e o medo...
ah o medo...
esse é meu parceiro de anos, que hoje já lhe dei até sobrenome
junto com AQUELA.

se não o chamo de amigo
posso dizer que da família já faz parte
ELE e ELA.

dúvida e angústia
sentimentos tardios,
mas que devem falar algo,
vazio.
talvez o vazio.
é um batalhador
horas vence horas perde
o sino da igreja toca de novo.
só um pouco...
o sino toca e incomoda.
mas é da igreja.
não faz sentido...
A verdade é que apenas...
Nossos corações se abraçaram
Tiveram que se unir,
Quando era óbvio que se aproximariam

Aguardaram o momento em que...
Jorrava-se beleza pelos poros
Soterravam o antigo alívio
Renascia e no embalo

Ausência de comandos...
Arranhavam a petulância
Gritava-se então de
Amor?

10.7.13

Hoje acordei com o sabor dos seus lábios
Na carne, oculta a indagação do seu corpo.
Ainda não abrira os olhos e entrelaçava
Com as suas pernas as minhas,
Instantes antes de nos deitarmos,
No dia que antecedeu o hoje,
Livrei-me da roupa com ternura,
Fechei meus olhos e te abracei.
Só nessa manhã,
Quando tornei a abrir meus olhos,
É que reparei.
Estava sonhando.

18.6.13

Era pra ser assim?
Me fez acreditar que tinha uma saída
Brincou no pano de minhas roupas
E foi embora.

Sei que fui culpado
Ir embora foi sua resposta
Eu tinha uma certeza
Que escorreu pela porta

Saiu, mas saiu de fininho
Manteve a porta aberta
Ainda não sei o motivo

Sua mão em meu corpo
Seu corpo em minha mão
Uma sombra atônita por paixão.

17.4.13


Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sorvendo do líquido que ali havia,
Saciou sua vontade também com seu olhar.

Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,

A azia dilacerava o estômago faminto,
Mas não saciou sua vontade nem com um olhar.

Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sua boca consumia pornograficamente,
Saciando ambas as vontades e sem nem precisar olhar.

Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sobrando o pó e me reconstruindo,
Não saciando nenhuma vontade, apenas caminhando sob o meu próprio olhar.

11.4.13

A dualidade contida na síntese
Parafraseia a emoção
E sem sentido fica o composto
É que o tempo transforma isso em compreensão.
E o texto em solidão.

12.2.13

Sossegar a visão,
Reclinar o seu corpo,
Meditar, mesmo que profundamente
Para reconhecer seus atos

E caminhar até onde conseguir,
Contando passos imaginários,
Sem justificar,
Apenas pensando no novo

Juntando forças para concretizar.
Cuidando de si mesmo e dos outros.
Tendo ações comportamentais exemplares.
E que não fujam à realidade.

Faça e refaça!
Tome conta!
Seja!
Realize!

Atos favoráveis
Amando com cuidado
Responsável
Se reinventando.
Reparo, observo
não mudo e não reparo
percebo e pergunto
um mudo não colabora
ajuda e enobrece
conversa e se desmantela
no auge se incrimina
a petulância da esquiva
Reparo, observo
não se altera, não há reparo
a pergunta fica muda
o quórum desfalcado
uma pergunta de um mudo
solicita a presença
o presente é presente
e presente é maravilha
o soldado que se vai
o sol que nasce
mesmo que lá atrás
aquece o campo
campo nobre de poder
o poder do sentimento
único e inigualável
colorido e colante
ou é um pedido
ou é uma súplica
mas é seu
e por isso deve cuidar
e não se esvair
Não me culpe
por todo meu amor,
sei que queima e que dança na ilusão ótica de um mormaço,
mas não é minha culpa!

Difícil para compreender?
Imagine-se então
liberto sob os olhos jugos de outrem,
obedecendo a suas regras.

Impressione-se com a obra,
que revela uma incalculável
transição de tempo
sobreposto à vida.

E aprenda que no amor,
quando arde não é ilusão,
a liberdade afugenta a regra
e tudo eterniza essa obra.
Seu perfume chegou primeiro
Invadindo o ambiente
Um cheiro doce e suave
Descrevia sua fisionomia
Eu ainda não a conhecia
Mas era como se já houvéssemos nos cruzado
Seu rosto encoberto pelos seus cabelos
Essa imagem cintilava na minha mente
Imaginava-a entrando pela porta
O tempo caminhando vagarosamente
Soprando palavras desconhecidas
E firmando minhas mãos trêmulas
À medida que o tempo passava
Meu coração novamente pulsava
Até o bendito ar me faltava
E noite adentro me estimulava
Conhecê-la
Furacão de expectativas
Autocontrole descontrolado
Adrenalina chateada
O sentido que se perdeu

Ela não apareceu
A corda esticou,
Não aguentou e estourou.
Boneco de pano,
Livre para curtir.

A gota que completou o oceano,
A poeira que lavrou o susto,
Rio que não para e
Palavras que andam sozinhas.

Perdi meus óculos.
Sabe onde fui encontrar?
Ali, logo ao lado
Assim que a corda estourou.

Às minhas lentes vejo a dança
Por ela te vejo nítida,
Nem nada e nem tudo
e mais um pouco do mundo.

21.11.12

Um ponto não é um pingo
Um pingo não é um ponto

O pingo acerta os ponteiros
O Ponto termina com os ponteiros

Um pingo cai com a chuva
Um ponto não conserta a roupa

O pingo complementa
O ponto é o fim.

5.11.12

ela veio e não me tirou nada
mas me levou tudo
fiquei no mesmo lugar
mas fui a lugares inimagináveis

uma causa, uma razão
um objetivo, uma amiga
uma paixão
devagar se concretiza minha vida

nas palavras dela
agora vim pra construir uma história
acrescento
agora vim pra construir a minha história

Ânimo, força e paciência
me deram o que o ego clama
deixei a grande latência
minh'alma já não reclama

minha evolução
minha amiga
meu coração
minha subida

15.7.12

A p ó s  m u i t o   t e m p o
U m a   v i d a   d u p l a   s e   r e v e l a
A   q u a l i d a d e   e   o   c a r á t e r
Q u e   e l a   n ã o   t e m,   p r o v e r a m   o   i n e v i t á v e l

Q u a n d o   v o c ê   e n x e r g a   m a s   n ã o   q u e r   v e r
O   c o r a ç ã o   e s t á   f a d a d o   a   s o f r e r
Q u a n d o   p l a n o s   e   s o n h o s   v o c ê   e r g u e r
A   p e s s o a   c e r t a   v o c ê   d e v e   t e r

N ã o   s e   e n g a n e
U m a   p e s s o a   c o m   v a l o r e s
N ã o   g u a r d a   t a n t a   m e n t i r a
A   m e g e r a   u m a   h o r a   e n t r e g a

T o m e   o   c u i d a d o
D e   n ã o   s e   o f u s c a r
P o r q u e   o   i n t e r i o r   d e l a   p o d e   s e r   p ú t r i d o
T a n t o   q u a n t o   s e u   p a s s a d o

Desate as amarras
E quebre os vínculos
Antes que seja tarde
E  e l a  apague seu sol

17.6.12

O vento sopra e as folhas balançam
A árvore sabe o que deve fazer,
Sabe que deve balançar
Sabe que algumas folhas vão cair,
Toda árvore conhece sua natureza
Não sabe seu destino
Mas sabe sua função,
Não recebe seu devido valor
E continua a existir,
Persiste, progride, cumpre com sua responsabilidade
E inevitavelmente nos deixa,
É triste e é frio
Mas é sua natureza,
Não sei se me conformo,
Ou se te agradeço, árvore,
Mas seus progenitores nos ensinam sempre.

31.1.12

No escudo da paixão,
Um machado do desespero
E uma lança da ignorância
Na outra mão, a espada do amor.

Ou seria...

No estudo da paixão,
Maquiado pelo desespero
Lança-se a ignorância
Enquanto em outro mundo expande-se o amor.

28.8.11

Só podia ser,
O brilho da estrela,
A estrela mais chamejante
Aquela com o brilho contagiante

Acima dos deveres de um homem
O coração espalha seu motivo
Culminando em beleza
O amor cria sua destreza

Nas asas de um pássaro
Me aproximo dessa estrela
Todos os dias, Deus, como desejo vê-la

Sentimentos se superam
Vivem seus próprios medos
Ultrapassando todas as barreiras criamos novos elos

25.4.11

Se as voltas que o mundo dá
Justificassem pelos entre meios que as palavras têm,
Talvez não escrevêssemos o que queríamos
Nem tampouco falássemos o que ouvimos.
Logicamente daríamos lugar ao coração se expressar e a razão a pensar.

28.1.11

In my heart thing run fast
Faster then the time can go
Happiness is not just a word
And both are important so

The clock don't understands
And my mind go abstract
Love is not just a word
My life gets another act

Strong, love and happy
Strongly loving the happiness
None of is just a word
Let's respect them together

15.1.11

Lacônico e/ou prolixo

Eu nunca, e você nunca
Eu também, e você também
Eu sempre, e você sempre
Às vezes eu... E às vezes você...
Talvez eu... E talvez você...
Quem sabe eu, e quem sabe você.

Eu, nunca, e você, nunca
Eu, também, e você, também
Eu, sempre, e você sempre
Às vezes, eu, e às vezes, você
Talvez, eu, e talvez, você
Quem sabe, eu, e quem sabe, você.

Agora uma coisa é certa.

Eu nunca mas você nunca
Eu também mas você também
Eu sempre mas você sempre
Só que às vezes eu mas você às vezes também
E quando talvez era eu, era porque talvez você
Mas e quem sabe se eu, mas e quem sabe se você

28.12.09

Quando o amanhecer chegou cortante
E pela fresta da porta se fez presente
Os raios de sol trouxeram à palma o dourado da pele
E ali, parado, a observar minhas próprias mãos
Deixei que o dia passasse
No ápice do trânsito solar
Quando o tempo gritou, pedindo por atenção
Caminhei até a porta
Ao abrir, recordo-me das doces palavras,
“Boa tarde, meu amor”Palavras que dançavam no tempo...
Conversamos por horas e horas
A noite veio, caiu, em queda livre
Com ternura aconcheguei seu corpo belo
A noite batia em sua pele
Como reflexo da lua no mar
E o tempo sussurrou pedindo desculpas
Trazendo com ele a nítida imagem
Que finda um dia, mas não finda a vida
Aguardando o sol... que não tenha preguiça de se levantar.

27.8.09

Neste azul infinito do céu
Onde se prendem os pensamentos
Uma lágrima escorre
Lágrima de solidão, saudades

Mas então chega o fim do dia
Início do romance
É quando nos tornamos um só
Nossos corpos se encontram

Nossas almas se beijam
E este céu vai ficando estrelado
Estrelas que parecem partículas de paixão
Unindo-se ao cosmos de nossas vidas

Incrementando em nossa história
Os ares picantes dos casais que se amam
Renovando nossa existência
E enfim colocando sentido na caminhada

Passa a noite, calma e mansa
As engrenagens se envolvem
A ternura prevalece
Zelo

Já é novo dia
Reina no coração o espírito que
Tudo será tão bom quanto, ou
Melhor do que o dia anterior

19.5.09

Se o vento sopra
Tenho vontade de te ver
E se logo se recolhe
Vem a vontade de você

Com a lua iluminada
Posso contigo me aquecer
E quando o sol se levanta
Sei, é tua vez de me querer

29.4.09

Eu e Você

Vem cá
Vem cantar comigo essa canção
Entra no ritmo, veja como é bom.

Como muda
Olha a alegria que hoje contagia
Swing e rebolado, tudo com nova energia.

Presta atenção
Ontem uma fortaleza, sem expressão
E agora perceba como dança o coração.

Que delícia
O alívio de saber que estamos nos dando bem
Prontos e esperançosos com a música que vem.

1.4.09

--- Admiração ---
Adorar-te já não basta
Parece pouco,
A cada ciclo solar
A ironia da paixão,
Bate então no meu peito
A canção da conquista
E, assim, perfuma o ar
Adoça as flores e
Dá transparência ao meu ser, mas
Afoga-me em sentimentos.
Recompor, recompor, recompor
Sacudir a poeira e tentar novamente
Objetivo como uma flecha no centro do alvo.
Adorar-te já não basta
Parece pouco.

13.3.09

A lua ilumina o olhar que aquece
Na escuridão não estamos mais
O conforto do bem-estar agora reina no coração
E a clareza com que os sentimentos se olham e afloram
É sem dúvidas a renovação do ser "eterno"
Eternamente luz.

8.10.07

Você!

Você é minha vida
É meu céu
É minha terra
É o meu mar

Quando estou com você
Estou nas nuvens
Com o pé no chão
E encharcado de amor

Quando estou longe de você
Voo com meu pensamento em você
Deslizo mais perto de você
Nado nas profundezas desta paixão

Você é minha vida
É meu céu
É minha terra
É o meu mar

Também é meu aconchego
Meu suspiro
E meu viver
Amar e morrer de saudades a todo segundo.

14.8.07

Aqui estou,
Mais uma vez,
Para sentir o mel de sua boca,
Para me delirar com seu cheiro,
Emaranhar-me em seu charme lúcido e
Embriagar-me no seu amor delirante.

Aqui mais uma vez,
Com uma flor em minha boca,
E um amor à minha porta.

E quantas outras forem necessárias,
Não só para dizer te amo.

Na loucura,
No inferno,
Na felicidade,
No encanto.