Dalí o tornou maleável.
Muitos poetas teorizaram.
Não vai parar.
Ninguém vai durar.
Você só vai pensar...
Quando alguém não estiver mais.
Dalí o queria teorizado.
O poeta, eternizado.
É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.
O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.
No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.
O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.
A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.
Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!
Calígula em tormento.
Peça única conformada.
Vazio,
Agonizante
Deteriorante.
A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.
Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.
O que é o oposto?
Qual o antagonismo?
Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.
Novamente ela caía
Era visível que caía pois ele não se levantava
Escorria pelas mãos
Chegara ao chão
Molhava rosto e mãos
Molhava mãos e chão
Ele não se levantava
Provavelmente porque era difícil
Tamanha decepção
Caía mais uma
Tímido se levantava o sorriso
Talvez para demonstrar força
Ou para cerrar a conversa e irmos embora