9.3.19
27.12.18
24.10.18
Pra mim
Aqui na madrugada das 5:21
Acordei e num lapso inconsciente escrevi
Escrevi algo que veio da alma
Não sei se com rancor ou com iluminação consciente do meu eu
Aquele eu que vai crescendo e se desenvolvendo
Rogo por ser o segundo pois assim me sinto mais conectado com meu futuro
E menos apegado com meu passado
Mas escrevi.
Talvez...
Você não tenha o tempo que preciso
Para falar de Dor.
Não entenderia se...
Te explicasse o que e como
Realmente se entende por empatia.
Sim, o como.
Não ter empatia
É quando um homem sabe o que é um chute no saco mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.
Não ter empatia
É quando uma mulher sabe o que é um soco no peito mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.
Não ter
É quando você leva anos criando alguém
E aquela folha em branco que vai recebendo tudo...
Valores, personalidade, caráter
Tenta apagar alguns rabiscos com uma borracha virgem e você diz...
Esquece isso.
Ter
É entender que a dor é muito maior do que se pensa
Que dura muito mais do que se quer
Até mesmo quando se diz...
Eu te entendo.
3.7.18
Um quase país, uma quase população,
Na falta da educação uma falta de educação.
Bandeiras, camisas e faixas, mas uma vontade de morar no Exterior.
Suplica por aquela educação,
mas hoje não tem aula, quem joga é a Seleção.
19.3.18
Obrigado por estar do meu lado e estar ao meu lado.
Obrigado pelos seus carinhos, pelo seu ouvido, por me ver e por me enxergar.
Obrigado por estar aqui e estar acolá.
Obrigado pelas palavras quando o silêncio rasga.
Obrigado pelo silêncio quando as palavras machucam.
Obrigado por encostar em mim quando a inquietação incômoda me faz angustiar.
Obrigado pelo beijo de boa-noite e pelo de bom-dia.
Obrigado por brigar comigo quando o limite vira uma linha imaginária.
Obrigado por ser firme em tempos de moleza.
Obrigado pelo jogo de cintura quando tudo é muito duro.
Obrigado por me permitir ser seu.
Obrigado por ser minha.
Obrigado, Deus, por você.
Obrigado, Deus, pela vida.
3.3.18
Entregando sua chegada,
É aquele desmantelar
Anunciado pelo canto da boca.
Pretume no céu,
Estrondo rompante de consciência.
Caia logo, maldita tristeza.
Flashes cintilantes,
Contando histórias antigas.
Descanse em paz, gota tola.
Enquanto lá fora, água
Aqui dentro, deságua.
Cai suave e escorre pelos prédios,
Assim como dos olhos à boca.
O som peculiar ao atingir o chão,
Confundo a chuva com meu corpo.
Me encontro no sentido ascendente.
Desce em câmera lenta,
Ao que a alma sobe.
Trovão que ilumina minha vida.
10.7.17
Meu silêncio,
Que evita as certezas das brigas,
Expurga a nítida imagem
Onde um pai carrega o caixão
Com as mãos sujas se sangue.
Ainda brigo no ar,
Defendo minha vivência,
Minha existência.
Um futuro que não escrevi.
Apontando o lápis...
Para perfurar e reescrever,
Ou desenhar algo novo.
Mente qual seu veredito?
Sou o único a confiar na minha força,
Mente qual seu veredito?
Mente, qual seu veredito,
Mente qual é o veredito.
2.3.17
Gostaria de ser romântico
Como eu e você,
Gostaria de saber se expressar,
Gostaria de tocar o coração da amada,
Gentilmente,
Saber o que fazer quando fazê-lo.
Ousar quando necessário,
Recuar quando inevitável.
E não invadir e tomar conta,
Sabendo que cedo ou tarde iria abandoná-lo.
Deixar o coração cicatrizar sozinho,
Aguardar melhorar para então retomar.
Filho, todo homem gostaria de ser
Eu e você.
E é por isso que preciso ir embora.
No sossegar da rotina,
Estágio esse que nos encontramos,
Evolução passou a ser apenas uma
Palavra.
E é por isso que preciso ir embora,
A sociedade não aceita
Um homem que expõe suas emoções.
É um fraco, um tolo ou apenas um
Sonhador.
E é por isso que preciso ir embora.
Cercado pela parede dos cuidados,
Os próximos passos se tornam difíceis,
A âncora atinge o fundo e tudo o que resta é
Parar.
26.2.17
13.2.17
6.2.17
É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.
O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.
No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.
O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.
A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.
11.9.16
Escondidos atrás das brincadeiras inocentes.
Advogando meus pensamentos.
Sentado aguardando aquele momento
Em que o abstrato combate o real.
Palavras escritas mas não faladas.
Sentimentos pensados mas não vividos.
Mas eu, como você...
O mais próximo dos perpétuos.
3.4.16
19.2.16
17.1.16
9.1.16
Sem ventilação e ocultando-a.
Como transpira diante de tudo.
Um toque de nossas mãos
Desnuda suas intenções.
Na cama, um mero zíper.
E ao abraço cabe aproximá-la.
28.12.15
Daquelas que tirou...
Questiona-me o por quê.
Afável e indomável.
Sinto só ter uma resposta,
Mesmo que outorgada.
Enfurecido, explico que
Pretendo com ela erradicar
A saudade enquanto não nos vemos.
Forço você a entender
Que elas para mim
São memórias vívidas
Desenhadas por entre as linhas
e entre cada palavra de um livro.
Não é que seja uma delonga,
Mas que, quando recebo,
Vejo no seu olhar
Uma exclusividade,
Um algo muito pessoal.
Íntimo.
Uma coisa só nossa.
Por ela posso navegar
Nos pensamentos
Eróticos que dominam
Como pensamentos
Que a fazem minha,
Companhia.
Minha irrefutável amante
Nos laços do amor.
Simplesmente como.
Mas entendo sua recusa.
Refuta não enviar-me mais.
Ainda assim,
Posso sempre rever as que tenho
E continuar a viajar,
Aos mesmos lugares ou
A novos lugares.
Afinal, a excitação
É uma nova jornada.
20.12.15
6.12.15
Pobres, por assim dizer.
Atirando ao longe as promessas
Doravante pequenas.
"Amar-te e respeitar-te"?
Onde se escondeu o
"Até o último dia das nossas vidas"?
Apenas rituais?
Atores da vida
Diante de duzentos.
A quem se atribui a responsabilidade
De ser forte e unir?
Afinal, "o que Deus juntou..."
28.11.15
31.10.15
20.10.15
Por tão pouco!!
Rápido mas intenso,
De tal forma que os segundos passaram como horas.
Quase que não quis soltar....
Quase que quis te puxar.
Num encontro que tornasse um só!
Num eterno abraço, soldado, fundido.
Só queria que você pudesse ver meu sorriso aqui....
Tal qual o meu foi o que respondi.
31.7.15
25.7.15
22.7.15
1.7.15
17.6.15
Letrado, concorrido
Multiplicado
Enlatado
Copiado
Sem face e
facilmente substituído,
mesmo carregando
mais de mil consigo.
Ser produto do que fizeram de você?
Imponência e desrespeito?
Humildemente carrego
minha dignidade
que me torna super ou hiper
meu curso, meu caminho,
meu destino.
No fundo, lembre-se:
você é mercadoria;
eu...
a vendo.
12.6.15
...delicado!
Pensava viver...
...entonado!
Pensava estar...
...creditado!
Pensava estar...
Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.
Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.
Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.
Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.
Reconstrução secular.
Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.
São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?
Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.
Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.
Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?
Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.
10.6.15
15.5.15
Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!
Calígula em tormento.
Peça única conformada.
Vazio,
Agonizante
Deteriorante.
A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.
Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.
O que é o oposto?
Qual o antagonismo?
12.5.15
Nos meus longos
Loiros cabelos
Estável
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
O atormentam?
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Porta-retratos
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
Ela
Eu
5.5.15
24.3.15
Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.
10.2.15
28.12.14
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Provas estão enlaçadas.
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Não é e nem era, mas
Foi...
Não se iluda,
Não me iluda!
Também fico, mas
Só!
27.12.14
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Sorrateiros antes de um salto.
30.11.14
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Não transformam o ter
No ser.
Meu dilema, é
Meu desejo.
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Se importe...
Não fuja...
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
Duvida?
9.11.14
8.11.14
3.10.14
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.
25.8.14
29.7.14
21.7.14
29.6.14
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...
Na próxima.
Se houver uma próxima.
16.6.14
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?
10.6.14
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Até que consegui.
19.5.14
Um valor que eu não sabia
Foi evitando que descobri
Nas palavras por quanto tentou me vender
Tal moeda desconhecida
O câmbio foi arbitrário
Mas você não conseguiu pagar
Então um pouco mais de você eu vou apagar.
Não se vende alguém!
Não se coloca preço em alguém!
É assim que se torna um ninguém!
Não é tudo que se pode comprar,
Não é mesmo?
Você não tinha esse valor, né?
Não conseguiu me comprar.
Não é tudo que está à venda.
Você vai me entender.
Até lá, eu vou me entreter.
10.5.14
Não me preocupo com
Nenhuma amarra
O vão entre suas coxas
Tentação proeminente
Voltada para mim
Como se apontada
Pedisse bis.
Parece que me subjugam
Que me chamam e
Desejam
Ardente como uma luz vizinha.
Serotonina e adrenalina tentam
Tentam mas não corrompem,
A sacada com a porta aberta
Me convidam e
No apagar de suas luzes entendo,
Talvez não fosse para mim.
Seria uma rua que nos separa?
Seriam mundos equidistantes?
Sua nudez exaltada
Perturba a noite
É a facilidade que te
Mantém a essa distância
Longe
Mesmo que curiosa
Minha vontade se mantém íntegra
Pô pô pô por causa da ressonância que conheci
Ser, não, cumprir,
Ao menos com a promessa
Que me fiz
9.5.14
atônito e intragável,
um gole de vinho branco
ou uma dose de whisky.
Vejo-o como um lorde,
escravocrata
de mentes vis
Décadas se passaram
entre silêncios
contradições e
fugas
Desmonta a imagem
que te fez
rei
Retrai a ambiguidade
quando ostenta
uma certeza
fajuta
Antítese
do carrasco
que se autodenomina
Alguém.
30.4.14
E outros devaneios
Falácias
Perdido em alguns lisonjeios
Por vezes alheios
Ingênuo
Prostrados em pé
Por tempos inteiros
Perdemos
Consumo da imprudência
Cavalos esguios
Satisfazendo
Do cheiro de campo
À praia pequena
Te querendo
Fugaz e inevitável
É a orla em brisas
Só
Chuva e café
Companhia por hora
Traquejo
Surtido o efeito contrário
No telefonema molhado
Capricho
E a mensagem que fica
Na cabeça e não se escreve
Sem recompensa
Tentativa de outrora
Repassada no poema
Lembrança
Mais uma investida
Desta vez com coragem
Legitimidade
28.4.14
não calibre sua perseverança
pela inconstância amizacional,
nem todos são como muitos já foram.
Quem sabe a distância seja um subterfúgio
ou talvez uma maratona a se correr sozinho.
Necessariamente encontramos pessoas assim:
levam um pouco de nós e deixam um pouco deles.
Sem dúvidas, nosso amado amigo Morcegônico
voltará e, para tal, a Confraria deve estar de pé.
Meu amigo, meu amado amigo,
o bater de nossas asas é individual,
nosso grito é supersônico e inaudível,
mas nossa presença é peculiar
tanto quanto vivermos em bando.
24.4.14
Vai da semente à árvore frutífera
Do ovo ao pássaro em voo
A ideia que procura ser forma
Passa a ser uma forma distorcida da ideia
Mas se não houvesse essa ânsia
Nunca se concretizaria como forma
- em segundos um salto
Um trampolim
Uma fagulha
Algo já em movimento
Motivo para um fim e
Perspectiva de um novo começo
Retroalimentado como
Um moto-perpétuo
Ouroboros de proporções cotidianas
Se funde com a primeira do próximo.
12.4.14
deitado em piscina de bolinhas
leve, leve desconforto, leve à mente,
flutuando em pequenos espaços de ar
levianamente
estivesse.
Pronto para despertar
o urso mais feroz em sua própria caverna.
Orgulho, egoísmo?
Oportunidades novas?
por isso, o medo...
por isso o medo?
Estivesse.
Seria o primeiro a dizer
teve sua chance,
se eu fosse.
Soaria como
pequenas pedrinhas no meio do cascalho
ou ego no seu egoísmo,
o detalhe entre o é e o foi
ou o e-a-r de
esteve, estava, estará?
Talvez falte uma resposta,
sua querida França
também é fria.
Censura ou liberdade de pensar?
Sugiro, venha e explore,
portanto Voltaire
ao menos a responder.
Como se
não soubesse que sou o que mais quer
e o que mais precisa.
Eu sei.
Flutuando na certeza,
abraçando o abismo,
se jogando nessa
Obscura coNtunDente e Arraigada
coisa do coração.
2.4.14
15.2.14
eu me preparei pra ela.
Passei a rebentação,
enfrentei tubarões,
gritei com Poseidon.
Naufraguei em seis mares
e me levantei.
Subi no topo do mastro
quando em viagem me encontrei.
É com ela que vou fazer o regresso,
e novamente em terra firme,
onde é meu lugar,
pronto a tais encantos,
bondade,
carisma,
altruísmo,
todos devolvidos,
com a tal Onda
firmarei.
Por mil mensagens.
Apenas por ora.
Por que é tão difícil?
Intimamente ligado,
como se preso estivesse.
Vinco, algodão.
Um número sem uma voz.
Algumas mensagens,
nada mais...
Convite...
Convite?
Convide!
Passo um:
Passar as vestes.
Passo dois:
Por que é tão difícil?
Esquenta e deixa liso,
mas não deixa disso, tá?
Calma,
Tenha paciência.
Eu desenrolo e ligo,
ligo os fios que me unem,
me unem ao outro lado da linha.
Coragem.
Approach.
Eu tenho e
já chego.
15.1.14
Aguardando aquele momento.
Nos altos momentos,
nos nem tão altos...
A incerteza do será.
A compensação por
nos igualarmos em pensamentos
e buscas por conhecimentos.
Livros, filmes e outros.
Sim, somos dois estranhos ainda.
Entre contrastes azuis, brancos e pretos,
você some e eu fico meio despedaçado,
quando encontro a sala vazia...
Não tá dando mais,
desse jeito vou ter um velho mundo novo.
Vou para casa, Você.
Assisto a um filme, Você.
Vou escrever, Você.
Vou desenhar Você.
Não sei quando aparecerá nesse contraste
azul celeste, branco gelo e sombra preta.
Mesmo para essa imagem,
um perfume e uma roupa
menos casual,
são o mínimo para te receber.
Aguardo então...
1.1.14
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.
Devo me livrar dela?
Devo aprender a viver com ela?
Nessa angústia que
outrora havia se esvaído,
os pensamentos nefastos me consomem.
Agora, reconstrução...
29.12.13
a cumprimentar um estranho,
a sorrir para qualquer um,
a dizer "te amo",
a abraçar carinhosamente,
a deixar o tempo resolver,
a passar o tempo trabalhando,
a pensar nela sem o viés,
a ver as coisas acontecerem,
a fazer parte da mudança que quero ser.
A acostumar...
Acostumado
28.11.13
não desabo.
Quando tropeço,
não me machuco mais.
Na beira do abismo,
só sinto vertigem.
Uma viagem
me libertou.
Meu voo é suave,
meu rumo é desconhecido,
voo mesmo quando não chove.
Não me preocupo
com a dificuldade,
com a indiferença,
nem incoerência.
Minhas dificuldades
supero;
a indiferença dos outros
não ligo;
na incoerência das atitudes para comigo
determino novos rumos.
Sou senhor,
sou dono.
Acima de mim, só Deus;
abaixo, quem eu quiser.
E sabe o que mais?
Continua...
19.10.13
12.10.13
Na mentira que você não soube contar
Era vergonhoso
Era indecente
Fugia de mim mesmo
Contudo
Ainda assim escorrego
Escorrego nas suas entranhas
Às vezes me torno brinquedo
Outras, me torno mentor
Tempo exato em que você definha
Encontro a estrada numa noite tonta
Compreendo seu limite
Entenda minha distância
Aumentando
Aumentando a cada nova discussão
29.9.13
Companhia de outrora,
A batalha recomeçou.
Folha caída,
O outono voltava,
Novo caminho,
Uma velha direção,
À sombra,
Posicionado novamente,
Aguardando,
Aguardando
O inverno,
Cortante noite fria do inverno,
Queixos trêmulos mas não de frio.
Lagoa pesada, criavam rios pelos poros,
Pensamentos constantes de...
Não...
E outras coisas mais.
Dor era consentir,
Era ou é.
Sim, voltava!
Mas tomei o bastão,
Aliviado,
Abatido,
Machucado
E caído.
Físico intacto,
Afiado,
Indolor,
E brilhante.
Posicionei-me novamente.
Frio...
Eu ou ela (brilhante) ou o outono
Ou o temperamento ou a temperatura,
Doía mais ser semelhante,
Mas de um modo diferente.
Doía porque doía,
E doía porque era doentio.
Educava de modo semelhante
E doía por ser diferente.
Só doía porque eu deixava.
Então tomei o bastão.
Agora.
Agora?
Agora!
Aprender sozinho,
Com a folha caída,
Com o vaso quebrado,
Com o laço desfeito,
Com a parentela adulterada,
Com o que tenho na mão.
20.9.13
O tempo passava,
Sua boca mexia,
O papo seguia.
Enquanto eu te olhava,
Nossa história se juntava,
Minhas perguntas você respondia
E assim o papo seguia.
Enquanto eu te olhava,
Mais e mais eu me apaixonava,
Atento ao que você dizia,
A conversa então fluía,
Enquanto eu te olhava,
Em mil coisas eu pensava.
Só assim conseguiria
Perceber que por essa conversa, você também sentia.
Enquanto eu te olhava,
Seu coração ao meu se aproximava.
30.8.13
Eu não lembro mais do doce toque da sua voz
Eu não lembro mais da firmeza das suas palavras
Eu não lembro mais dos anéis que vestiam seus dedos
Eu não lembro mais de como era imponente
Eu não lembro mais do seu perfume
Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do sobretudo cinza
Nem do comentário sobre o filme “A Onda”
Também não lembro mais de como você pedia sua bebida
Nem de como mostrava sua indignação
Eu não lembro mais, por quê?
Eu não lembro se consigo te esquecer
Eu não lembro se conseguirei te perder
Eu não lembro se você disse que sim
Eu temo por não lembrar como era seu cabelo
Eu não me lembro o quanto ele caracterizava sua imagem
Eu não lembro o quanto desejo você perto de mim
Mas lembro que era você.
2.8.13
Novamente ela caía
Era visível que caía pois ele não se levantava
Escorria pelas mãos
Chegara ao chão
Molhava rosto e mãos
Molhava mãos e chão
Ele não se levantava
Provavelmente porque era difícil
Tamanha decepção
Caía mais uma
Tímido se levantava o sorriso
Talvez para demonstrar força
Ou para cerrar a conversa e irmos embora
22.7.13
Por que só na autópsia
Encontraram a magnitude?
Estava ali diante deles,
Anos e anos,
E quando nada mais...
Agora tornara-se tudo.
Vislumbrava o correto,
Aos pouco se preparava
Para, um dia,
Se deitar e morrer.
Não era só o tempo que passava,
Era também o momento de ser.
Coincidia talvez a destreza?
Amparava seu próprio sonho!
Redesenhava então sua vida
E no constante descontentamento infundado,
Infinito!
Preparava-se para ser ninguém.
Mas até quando?
O que vale?
Para quem ele devia ser?
Quem sabe um motor de Ferrari
Vestido pela carcaça de um calhambeque.
Uma Mont Blanc
Na mão de um alienado
Deveria ser
O que era para ter sido.
Seria se...
Ainda poderia ter sido?
Fica confuso com o caco que tentei remontar.
Esse raio de botão que pressiona, mas não volta.
Agora voltou!
Droga, ficou apertado de novo...
Pronto, consegui!
Mas que botão maldito...
Quando solto, a luz até aquece um bocado,
Mas, quando apertado, parece um quê de pecado.
Solto, com luz,
Pressionado, me conduz,
Solto ... ué, cadê a claridade?
Botão ficou preso!
É antagônico e
Perplexamente incomum,
Deus, por favor, desprenda esse interruptor!
Solta o interruptor,
Libera a luz,
Por
Favor
…
18.7.13
Que, quando convém, coincide com o que quer,
Que era hora de Hera e não de Hades,
Que foi, mas também que vai ser...
Que desafiado, o homem te completará,
Que o insulto é não compreender sua inteligência,
Que não dura para você, porque não perdura para eles,
Que se você estivesse me ouvindo...
Que você é,
Que eu quero,
Que você seria,
se eu tivesse coragem...
Que é possível, se puder entender,
Que na minha mente também te desafio,
Que talvez não aconteça,
talvez porque água...
Apaga o fogo.
13.7.13
10.7.13
Na carne, oculta a indagação do seu corpo.
Ainda não abrira os olhos e entrelaçava
Com as suas pernas as minhas,
Instantes antes de nos deitarmos,
No dia que antecedeu o hoje,
Livrei-me da roupa com ternura,
Fechei meus olhos e te abracei.
Só nessa manhã,
Quando tornei a abrir meus olhos,
É que reparei.
Estava sonhando.
18.6.13
Me fez acreditar que tinha uma saída
Brincou no pano de minhas roupas
E foi embora.
Sei que fui culpado
Ir embora foi sua resposta
Eu tinha uma certeza
Que escorreu pela porta
Saiu, mas saiu de fininho
Manteve a porta aberta
Ainda não sei o motivo
Sua mão em meu corpo
Seu corpo em minha mão
Uma sombra atônita por paixão.
17.4.13
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sorvendo do líquido que ali havia,
Saciou sua vontade também com seu olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
A azia dilacerava o estômago faminto,
Mas não saciou sua vontade nem com um olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sua boca consumia pornograficamente,
Saciando ambas as vontades e sem nem precisar olhar.
Desceu queimando,
Ardeu em chamas quando atingiu o ponto máximo,
Sobrando o pó e me reconstruindo,
Não saciando nenhuma vontade, apenas caminhando sob o meu próprio olhar.
11.4.13
12.2.13
Reclinar o seu corpo,
Meditar, mesmo que profundamente
Para reconhecer seus atos
E caminhar até onde conseguir,
Contando passos imaginários,
Sem justificar,
Apenas pensando no novo
Juntando forças para concretizar.
Cuidando de si mesmo e dos outros.
Tendo ações comportamentais exemplares.
E que não fujam à realidade.
Faça e refaça!
Tome conta!
Seja!
Realize!
Atos favoráveis
Amando com cuidado
Responsável
Se reinventando.
não mudo e não reparo
percebo e pergunto
um mudo não colabora
ajuda e enobrece
conversa e se desmantela
no auge se incrimina
a petulância da esquiva
Reparo, observo
não se altera, não há reparo
a pergunta fica muda
o quórum desfalcado
uma pergunta de um mudo
solicita a presença
o presente é presente
e presente é maravilha
o soldado que se vai
o sol que nasce
mesmo que lá atrás
aquece o campo
campo nobre de poder
o poder do sentimento
único e inigualável
colorido e colante
ou é um pedido
ou é uma súplica
mas é seu
e por isso deve cuidar
e não se esvair
por todo meu amor,
sei que queima e que dança na ilusão ótica de um mormaço,
mas não é minha culpa!
Difícil para compreender?
Imagine-se então
liberto sob os olhos jugos de outrem,
obedecendo a suas regras.
Impressione-se com a obra,
que revela uma incalculável
transição de tempo
sobreposto à vida.
E aprenda que no amor,
quando arde não é ilusão,
a liberdade afugenta a regra
e tudo eterniza essa obra.
Invadindo o ambiente
Um cheiro doce e suave
Descrevia sua fisionomia
Eu ainda não a conhecia
Mas era como se já houvéssemos nos cruzado
Seu rosto encoberto pelos seus cabelos
Essa imagem cintilava na minha mente
Imaginava-a entrando pela porta
O tempo caminhando vagarosamente
Soprando palavras desconhecidas
E firmando minhas mãos trêmulas
À medida que o tempo passava
Meu coração novamente pulsava
Até o bendito ar me faltava
E noite adentro me estimulava
Conhecê-la
Furacão de expectativas
Autocontrole descontrolado
Adrenalina chateada
O sentido que se perdeu
Ela não apareceu
Não aguentou e estourou.
Boneco de pano,
Livre para curtir.
A gota que completou o oceano,
A poeira que lavrou o susto,
Rio que não para e
Palavras que andam sozinhas.
Perdi meus óculos.
Sabe onde fui encontrar?
Ali, logo ao lado
Assim que a corda estourou.
Às minhas lentes vejo a dança
Por ela te vejo nítida,
Nem nada e nem tudo
e mais um pouco do mundo.