11.11.21

O vazio

Deixado pelo silêncio da sua voz

Ecoou nas perenes do meu quarto

Extrapolou as portas e

Invadiu a minha casa

O vazio deixado

Pelos olhos que se cerraram

Seja cansaço, sono ou vadiagem

O vazio que ficou…

25.7.21

Eles vão te dizer o que vestir

Vão te dizer como se portar

Dizer com quem andar

Como falar

Ter


Ser

Seus sonhos

Ser o seu melhor

Saiba ser sua melhor versão

Você, saiba ser você mesmo

12.12.20

 Foi aqui

Diante do reflexo do espelho

Refratado, conceituado

Escrito por minha consciência 

Que encontrei as palavras

Que trouxeram à vida

Aquele ao qual senti tanta saudade


Rabiscos no espelho

Olho e me vejo

No reflexo tenho palavras sob minha imagem

As minhas palavras

A minha pessoa


Repito diariamente o processo

Olho

Escrevo

Me olho

Me descrevo


Assim me liberto

Daqueles que me reprimem 

Algoz do corpo presente

Mas também me reconheço

Como meu próprio encarcerador


Então vejo a chave dessa prisão

No meu próprio cinto 

Um conto que terá um ponto 


A chave da porta que não quis atravessar

Estava aqui bem diante de mim

Ao alcance da minha vontade

No meu próprio reflexo

Reflexo de quem eu sempre fui

E agora me reconheço

Sozinho no ambiente refratário

Entre aço, areia e calcita 


Um homem íntegro

O homem por quem me apaixonei

O alicerce de mim mesmo

Te encontrei 

Onde eu havia te deixado

27.11.20

Bloqueio criativo
Maldito bloqueio criativo
Meu crescimento sufocado pela perspectiva de como os outros me enxergam
Travado num momento com monstros perversos
Monstros que eu criei


Minha mente trabalhando para me manter refém
Meu algoz...
Eu mesmo!
Tentando me prender de mim.
Me proteger da hipocrisia social?
Sucumbir ao “mesmismo”
Ser mais um na multidão...


Aceitar ser mais um
Quando minha cabeça sabe 
Sabe que a unicidade da forma
Sabe que a exclusividade do ser
Sabe que a unilateralidade
Conhece o histórico 


Uma mente diferente,
Sem precedente
Escondido na eloquência
Acuado na crítica 
Preso num sofrimento velado


Uma força única
Incomum
Valorizado pelo íntimo 


Enxergar na balança 
Onde está o cajado
Equilibrar na penumbra
Valores que ninguém tem coragem


Mas então o por quê?
Sucumbir a gentalha podre
Que não diferencia bem de mau
Nem bom de mal.


Continuar aceitando o
Mindset fixo que rotulam
Pra então ganhar algum prestígio?
Quem vai passar pela vida?
Seus sonhos ou 
Meus senhos?


A trajetória se torna pesada 
Quando você esquece
De quem é o foco.
Se seus óculos sujaram a lente
Não troque de óculos.
É uma fase.
Um momento.
Destravar e seguir.


O estado da arte 
É onde a arte tem estado...


A profundidade da compreensão 
Depende do público, alvo.


Claro que é possível.
Você já chegou lá.
O que você fez,
Com o que fizeram de você?


Re 
In
Ven 
Te
-
Se


Mesmo que novamente.
Por mais que simplesmente.
O sol também nasce pra você.
Todos os dias,
Mesmo naqueles dias.
Terror noturno?
Tá se divertindo com isso?


Cheguei!
Arrasei!
Fiz!
Aconteci!
Foi sozinho mesmo.
Sim foi sozinho.
Me admiro muito com isso.
Um artista.
Casado com sua própria mente.
A mesma que me prega peças.
Me leva ao chão,
Me enforca e me mantém,
Me enaltece e me detém.


Sou aquele apanhado
De tudo e mais um pouco 
Disforme
Que nunca será enquadrado


Deslocado.

27.6.20

O bem comum
e sua faca!
Não que não seja bom,
só faça!
EM prol dO bem ComUm
dEixeI meu Eu,
esTiqUei e me EsQueCi.
aGorA voLtar é
SinônImO de egOIsmo!
QUE muNdiNho coRonÁtiCo.
abstrático.
FANÁTICO!
prO iNfernO CoM sUaS
PolíTicas fAlsáRias e
panCas de cOmanDantE
suAs coerÊncIas iNcoeRenTes e
verDaDes MenTiRoSas
ou mElHor, FalSas veRdAdeS.
EU Sei coMo fOi,
Sei cOmo vAi ser,
a inTenÇão eSticA SUA línGua
quE Por sua veZ enrOla no pEscOço
pareCe Que aPertA aqUi
maS é O cAráteR que sÓme AÍ.
VirAr a OutrA fAce e
SORRIR, o mEsMo que
iNcomÓda, rir e rEPetIr
MINHA feLicidAde te AgrIde
nÃo eXiste CompeTiçãO,
na pLEnitUde da mInhA boCa
aSSumir a respoNsaBilidAde?
Mas É pelO bem CoMum?
cARRegar os oUtrOs nas coStas?
entregar toda a estratégia e
no Fim...
miNh'almA laVada sUporTa
de PÉ sua INCapaCIDADE
que MaiS posso TE ensinar?

9.5.20

Quando um dia eu morrer!
Pinte a parede da cor dos SEUS sonhos.
Dance sem se preocupar com quem está olhando.
Viva o momento, o segundo.
Não receba ordem,
não viva no gerundio.
Ria o tempo inteiro,
Se desafie.
Ame novamente e esteja no comando.
Esqueça o mundo.
Não seja superficial,
viva o mais profundo.
Não é um reset...
É, daqui pra frente.
Exploda em alegria,
eu não fiz tudo que fiz
pra viver em nostalgia.
Guarde dinheiro,
explore os momentos,
Namore e me esqueça.
A vida te deu um presente,
Agora.. aquiesça.

18.4.20

Encontrei a fonte da juventude,
Não é igual vemos em filme,
Não se parece em nada com uma fonte,
Mas contém o elixir da juventude.
Ela é linda e tem seus truques,
Sugere um mundo de possibilidades,
E uma recompensa de decepções.
Pra quem me conhece sabe.
Sabe se já verti um ou dois...
Ou um cálice desse líquido.

Enquanto jovem,
O mundo é pequeno,
As possibilidades são infinitas,
Nada é impossível.
Aos olhos dos outros você é imaturo.
A configuração atual do mundo
Retém, detém,
Convém, desdém.
Nessa nova configuração,
As pessoas devem ser mais leves,
As fronteiras estão deixando de existir,
E realmente nada é impossível.
Absolutamente nada é impossível
Persistência, não à desistência,
Resistência, com muita coerência.
Ainda te torna imaturo?
O jovem velho é idoso.

Enquanto velho,
Terei o aval de dizer “já passei por muita coisa”,
Serei uma verdade incontestável,
Carregado das experiências,
De um mundo
Com uma configuração,
Modificada, talvez mortificada,
Aclamada, mas parece aglomerada.
Desejarei que o mundo evolua,
Fugirá ao meu controle essa evolução,
Estarei preparado ou não.
A segurança dará lugar
À inovação,
O planejamento a se reinventar,
O certo ao novo certo.
A explanada à arrumada,
A vida passada dará lugar
A nova jornada.
Serei considerado a voz da razão?
O velho jovem não!

Basicamente o olhar
Do futuro no presente
Não é valor.
É necessário,
mas não deve ser feito.
Ao menos não do jeito jovem.
Enérgico, carregado de
Novidades,
Com conexões assimétricas
E preparado para novas
Mudanças.
Não compensa ser jovem.
Se o respeito só virá
Por causa da idade.

E dessa última conclusão,
A dúvida que paira
Então congela,
Beber dessa água e ser considerado um jovem,
Pra sempre.
Não beber e me tornar um velho
Pra sempre.

8.5.19

O andar de cima faz muito barulho,
Já não é mais uma questão de "me conformar".

O andar de cima faz muito barulho,
Pula, parece até que é uma serca.

O andar de cima faz muito barulho,
Talvez pense que é algum tipo de exemplo.

O andar de cima faz barulho demais,
Chega a ser repetitivo, prolixo.

O andar de cima não se enxerga,
Cego perdido em seu próprio ego.

O andar de cima faz muito barulho,
É imoral, inconsequente e irracional.

O andar por cima faz barulho,
Mas o tempo devolve.

O andar de cima faz barulho demais,
Copia acefalamente uma obra remanofaturada.

O andar de cima só faz barulho,
Nem se sabe se merece estar por/em cima.

O andar de cima com tanto barulho,
Realmente acha que tem a razão.

O andar de cima faz barulho só,
Não sabe que não sabe, porque pensa que sabe.

O andar de cima com tanto barulho assim,
Se torna irresponsável.

O andar de cima embarulhado,
Só está em cima por um mero acaso.

O andar de cima faz muito barulho,
O tempo apaga as palavras mas a noite se torna barulhenta.

O andar de cima faz barulho de novo,
Não tem como separar, faz parte da mesma construção.

Mas o andar de cima só sabe fazer barulho,
"Calma, um dia não estará mais aqui".

É que o andar de cima com tanto barulho,
Não enxerga que só sabe gritar,
Tem uma visão simplista da complexidade humana,
Se acha exemplo de coisa alguma,
Vive vendado,
Não tem rumo,
Prumo,
Nexo,
Palavra,
Hombridade,
Tão pouco sabe planejar.

Pro andar de cima só podemos aguardar,
Tá mais perto de Deus, fica mais fácil de Ele puxar.

9.3.19

Meu caminho sem bússola trilhado pelas minhas próprias responsabilidades, 
Meus desafios e minhas conquistas,
Sendo meu próprio mestre atravesso o deserto em cima do cavalo sem nome, 
A história não é sobre o cavalo mas sobre o cavaleiro,
As luzes que se acendem são ideias geniais próprias,
Iluminam meu próprio caminho, 
São as chaves do baú do futuro.

“Vós que pensais agir
Sobre meus pensamentos,
Sobre minhas ações...
...padeçam sobre vómito próprio.
Vós que pensais definir
Os rumos de minha vida,
Padeçam sobre vossos sangue.”

Eis que aqui, mais uma vez,
Me reinvento.
Para me adequar aos meus próprios propósitos.
Me reprogramo.
Uso minhas capacidades para lá do alto do morro...
Cantar minha música de vitória...
Ainda não inventada,
Tema do meu filme.
Digno do Oscar da vida.

27.12.18

Tudo que a natureza definiu
Como tempo necessário
Para crescer e se estabelecer
Com força e vitalidade
Veio com o tempo.
Tempo em proporções,
Tempo como amparador,
Tempo em mínimos detalhes
E ainda assim tempo, puro tempo.
O caminho percorrido pelas micro-particulas,
Um certo caminho escolhido pela natureza de ser.
Um limiar escondido em frações daquele tempo,
O qual, não volta, nem tão pouco, se adianta.
Tempo que desenvolve no homem habilidade,
E tempo exato para aproveitar oportunidade.
Tempo para subir no cavalo da sorte,
Tempo para cair do cavalo.
Tempo que coroou Francisco Sforsa,
E os que afastaram alguns dos Souza.
O que já aconteceu com o tal de César Bórgia,
Agora confunde uma certa escória.
Um ascendeu de cidadão
A duque de Milão,
Outro porém, não.

24.10.18

Pra mim
Aqui na madrugada das 5:21
Acordei e num lapso inconsciente escrevi
Escrevi algo que veio da alma
Não sei se com rancor ou com iluminação consciente do meu eu
Aquele eu que vai crescendo e se desenvolvendo
Rogo por ser o segundo pois assim me sinto mais conectado com meu futuro
E menos apegado com meu passado
Mas escrevi.

Talvez...
Você não tenha o tempo que preciso
Para falar de Dor.

Não entenderia se...
Te explicasse o que e como
Realmente se entende por empatia.

Sim, o como.

Não ter empatia
É quando um homem sabe o que é um chute no saco mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.

Não ter empatia
É quando uma mulher sabe o que é um soco no peito mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.

Não ter
É quando você leva anos criando alguém
E aquela folha em branco que vai recebendo tudo...
Valores, personalidade, caráter
Tenta apagar alguns rabiscos com uma borracha virgem e você diz...
Esquece isso.

Ter
É entender que a dor é muito maior do que se pensa
Que dura muito mais do que se quer
Até mesmo quando se diz...
Eu te entendo.

3.7.18

Conforme Veríssimo...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza de um talvez é a desilusão de um quase..."

Um quase país, uma quase população,
um quase patriotismo, uma quase nação.

Um tão quase que vira em nada, um nada que é o nosso tudo.

Na falta da educação uma falta de educação.
Bandeiras, camisas e faixas, mas uma vontade de morar no Exterior.

Suplica por aquela educação,
mas hoje não tem aula, quem joga é a Seleção.

19.3.18

Obrigado por dividir cada momento comigo.
Obrigado por estar do meu lado e estar ao meu lado.
Obrigado pelos seus carinhos, pelo seu ouvido, por me ver e por me enxergar.
Obrigado por estar aqui e estar acolá.
Obrigado pelas palavras quando o silêncio rasga.
Obrigado pelo silêncio quando as palavras machucam.
Obrigado por encostar em mim quando a inquietação incômoda me faz angustiar.
Obrigado pelo beijo de boa-noite e pelo de bom-dia.
Obrigado por brigar comigo quando o limite vira uma linha imaginária.
Obrigado por ser firme em tempos de moleza.
Obrigado pelo jogo de cintura quando tudo é muito duro.
Obrigado por me permitir ser seu.
Obrigado por ser minha.
Obrigado, Deus, por você.
Obrigado, Deus, pela vida.

3.3.18

Cheiro ingênuo
Entregando sua chegada,
É aquele desmantelar
Anunciado pelo canto da boca.

Pretume no céu,
Estrondo rompante de consciência.
Caia logo, maldita tristeza.

Flashes cintilantes,
Contando histórias antigas.

Descanse em paz, gota tola.

Enquanto lá fora, água
Aqui dentro, deságua.
Cai suave e escorre pelos prédios,
Assim como dos olhos à boca.

O som peculiar ao atingir o chão,
Confundo a chuva com meu corpo.
Me encontro no sentido ascendente.

Desce em câmera lenta,
Ao que a alma sobe.

Trovão que ilumina minha vida.

10.7.17

Meu silêncio,
Que evita as certezas das brigas,
Expurga a nítida imagem
Onde um pai carrega o caixão
Com as mãos sujas se sangue.

Ainda brigo no ar,
Defendo minha vivência,
Minha existência.
Um futuro que não escrevi.

Apontando o lápis...
Para perfurar e reescrever,
Ou desenhar algo novo.

Mente qual seu veredito?
Sou o único a confiar na minha força,
Mente qual seu veredito?

Mente, qual seu veredito,
Mente qual é o veredito.

2.3.17

Todo homem
Gostaria de ser romântico
Como eu e você,
Gostaria de saber se expressar,
Gostaria de tocar o coração da amada,
Gentilmente,
Saber o que fazer quando fazê-lo.
Ousar quando necessário,
Recuar quando inevitável.
E não invadir e tomar conta,
Sabendo que cedo ou tarde iria abandoná-lo.
Deixar o coração cicatrizar sozinho,
Aguardar melhorar para então retomar.
Filho, todo homem gostaria de ser
Eu e você.
Fazem sentido
O barco e o avião.
Enquanto um se senta ao leme
Para navegar e explorar,
O outro voa em busca da liberdade
Reprimida por não saber aonde ir ( o que fazer).
Amor, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
No sossegar da rotina,
Estágio esse que nos encontramos,
Evolução passou a ser apenas uma
Palavra.
 
Pai, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora,
A sociedade não aceita
Um homem que expõe suas emoções.
É um fraco, um tolo ou apenas um
Sonhador.
 
Família, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
Cercado pela parede dos cuidados,
Os próximos passos se tornam difíceis,
A âncora atinge o fundo e tudo o que resta é
Parar.

26.2.17

Gaudí se esqueceu.
Dalí o tornou maleável.
Muitos poetas teorizaram.

Ele continua passando.
Não vai parar.
Ninguém vai durar.

Só vai doer...
Você só vai pensar...
Quando alguém não estiver mais.

Gaudí queria que fosse maleável.
Dalí o queria teorizado.
O poeta, eternizado.

13.2.17

Não tem olhado...
Há tempos não tem visto
Com os olhos certos.
Apenas feche seus olhos para ver.

6.2.17

Avoada
Caprichosa vida,
Desejo resguardado de um
Sonho.
Curvado aos tantos sentimentos,
Definitivamente acordado desse
Sonho.
Analépsico.
Tentando voltar ao
Sonho.
Corrigido pelo mesmo
Racional reacional.
Sonho.
Com o sonho
Desajustado,
Vida, então, volto a sonhar?

É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.

O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.

No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.

O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.

A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.

11.9.16

Laços emocionais,
Escondidos atrás das brincadeiras inocentes.
Advogando meus pensamentos.
Buscam num dia monótono, você.
Sentado aguardando aquele momento
Em que o abstrato combate o real.
Deixa-me em frenesi,
Palavras escritas mas não faladas.
Sentimentos pensados mas não vividos.
Você tá...
Mas eu, como você...
Delirium,
O mais próximo dos perpétuos.

3.4.16

Se um dia
Fores capaz
De apresentar
A métrica do amor,
Terás um Nobel.
Na praia,
Há paz
Sem estares
No fervor
Do banco do réu.
Julgas a raia
Do rapaz
Pelos ares
Da sua dor,
Meu nem tão nobre fiel.
Lembra e não caia
Na voraz
Tentação dos bares,
Do ardor
De seu desejado fel.

19.2.16

Toda vez que disseres
Preciso
É seu ego dizendo
Quero
Quando uma pergunta
Surgir
Será então teu âmago suplicando
Preciso

17.1.16

Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga...
E o propósito e tal?

9.1.16

Conheço essa armadura de alumínio,
Sem ventilação e ocultando-a.
Como transpira diante de tudo.
De mim, não se esconde.
Um toque de nossas mãos
Desnuda suas intenções.
Na guerra, protege.
Na cama, um mero zíper.
A luta reserva a distância
E ao abraço cabe aproximá-la.
Vivo sem você.
Vivo, sem você.
Sempre a terei.

28.12.15

Você me lembra das fotos!
Daquelas que tirou...
Questiona-me o por quê.
Afável e indomável.

Sinto só ter uma resposta,
Mesmo que outorgada.
Enfurecido, explico que
Pretendo com ela erradicar
A saudade enquanto não nos vemos.

Forço você a entender
Que elas para mim
São memórias vívidas
Desenhadas por entre as linhas
e entre cada palavra de um livro.

Não é que seja uma delonga,
Mas que, quando recebo,
Vejo no seu olhar
Uma exclusividade,
Um algo muito pessoal.
Íntimo.
Uma coisa só nossa.

Por ela posso navegar
Nos pensamentos
Eróticos que dominam
Como pensamentos
Que a fazem minha,
Companhia.
Minha irrefutável amante
Nos laços do amor.
Simplesmente como.

Mas entendo sua recusa.
Refuta não enviar-me mais.

Ainda assim,
Posso sempre rever as que tenho
E continuar a viajar,
Aos mesmos lugares ou
A novos lugares.
Afinal, a excitação
É uma nova jornada.

20.12.15

Olhos, negros...
Cabelos pelo ombro.
Sempre linda.
Imagem.
Mulher de atitude,
Presença marcante e
Posição firme.
Ação.
Cumprindo pena
Por ser delicada.
Beijo suave como
Chocolate meio amargo.
Veludo nu.
Imaginação.

6.12.15

Tomado de sentimentos alheios,
Pobres, por assim dizer.
Atirando ao longe as promessas
Doravante pequenas.
O que houve com o
"Amar-te e respeitar-te"?
Onde se escondeu o
"Até o último dia das nossas vidas"?
Palavras ao vento?
Apenas rituais?
Atores da vida
Diante de duzentos.
Quem é a força construtora?
A quem se atribui a responsabilidade
De ser forte e unir?
Afinal, "o que Deus juntou..."

28.11.15

Seu cheiro
Ainda entrelaçado ao meu
Na manhã seguinte!
Lembra as etiquetas...
Das nossas roupas,
"não lavar em Água Quente".
Simplesmente não lavar!

31.10.15

Tu podes te esconder
Na ausência de palavras!
Mas sempre vou te encontrar,
Nas vezes que fechar meus olhos e
Solicitar que os pensamentos te remontem.
Pois terei certeza que o coração lembra de ti.
Sentia agora que suava,
Que há tempos
A via e
Sonhava.
Ele tão confuso,
Perdia o ágil
Rebolado,
Próximo àquilo tudo.
Ela é sua graça e,
Mesmo com o tempo,
Permanece
Inalterada.
Num encontro...
De um dia qualquer...

20.10.15

Exatamente...
Por tão pouco!!
Rápido mas intenso,
De tal forma que os segundos passaram como horas.
Quase que não quis soltar....
Quase que quis te puxar.
Num encontro que tornasse um só!
Num eterno abraço, soldado, fundido.
queria que você pudesse ver meu sorriso aqui....
Tal qual o meu foi o que respondi.

31.7.15

Minhamentemeobrigaavagarpelaáreadopensamentoquenosmantémjuntos, Honestamentemesintocomocoraçãoaceleradoquandopensoemvocê, Separececonfusõescritotudojuntoéporquepareceonfusoestarcontigojunto!
E me sinto assim!
Contigo, junto!

25.7.15

Não ao reforço positivo,
Diante da inocência da pergunta
De uma criança,
Que deveria receber a reprimenda.

22.7.15

Organizar,
Estar dentro da caixa,
Separar por categoria,
Uso, frequência, abuso.

Evoluir,
Acrescentar o novo,
Jogar fora o velho,
Pensar fora da caixa.

1.7.15

Como se fosse fácil mesmo,
Experimenta você.
Veja o sabor desse cheiro.
Conversamos mais tarde.

17.6.15

Às vezes só queria
ouvir você dizer
não

não de uma maneira
que o tornasse
bitolado

não de uma maneira
que o tornasse
quadrado

Patologicamente pai.

Às vezes só queria
ser ouvido

não de uma maneira
que me tornasse
mártir

não de uma maneira
que me tornasse
mestre

Suicidamente filho.
O que da dignidade humana?

Letrado, concorrido
Multiplicado
Enlatado
Copiado

Sem face e
facilmente substituído,
mesmo carregando
mais de mil consigo.

Ser produto do que fizeram de você?
Imponência e desrespeito?

Humildemente carrego
minha dignidade
que me torna super ou hiper
meu curso, meu caminho,
meu destino.

No fundo, lembre-se:
você é mercadoria;
eu...
a vendo.



12.6.15

Pensava viver...
...delicado!

Pensava viver...
...entonado!

Pensava estar...
...creditado!

Pensava estar...

Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.

Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.

Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.

Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.

Reconstrução secular.

Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.

São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?

Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.

Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.

Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?

Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.

Repetir.

10.6.15

Fatídico dia...
Nas linhas de querosene,
Encontro o obituário!
Morri,
Morri como morri tantas mil vezes.
Dos destroços, não me remonto mais.
Na angústia destronada,
Sobra-me a carne podre de um último dia.
Descem as lamentações e chegam em seu ponto...
...Final.

15.5.15

Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!

Calígula em tormento.

Peça única conformada.

Vazio,
Agonizante
Deteriorante.

A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.

Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.

O que é o oposto?
Qual o antagonismo?

12.5.15

Caso reparasse
Nos meus longos
Loiros cabelos
  
Perpétuo
Estável
  
Entretanto
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
  
Meus cachos
O atormentam?
  
Incólume
Rio com seu riso
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Num quadro ou
Porta-retratos
  
Caem rostos
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
  
Contando estórias
  
Ele
Ela
Eu
  
Ninguém mais.

5.5.15

Adverso
Ao contrário do oposto
A principal diferença
É o primeiro passo
     
A linha
Em que me equilibro
Mais fina que a sola
Separa compaixão de dó
      
Meus pesos
Controversos ao ritmo
De um lado, vislumbre obscuro
Do outro, um borrão esclarecedor
       
Matilha
Manada
Minha filha
Mais nada

25.3.15

Suas coisas,
Que esvaziam minhas coisas,
Fazem falta para as coisas
Que não esvaziam nunca!

24.3.15

Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.

10.2.15

Ela foi, e
A saudade que deixa é
Um rombo vazio.
Na estante o
Vácuo de suas coisas.
Não habita o
Canto de outrora.
Deixa o cheiro,
Deixa a lembrança.
Deixa o canto do
Cântico da alvorada.
Castiga a cicatriz da
Solidão divergente.
Voa.
Voa.
Seu ninho guardado,
Aguarda seu pouso
De rapina.

28.12.14

Tenho a mania de
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...

Tenho meus pensamentos na nuvem,
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.

Repetidamente enfrento,
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.

Lembra aquele presente?
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!

Compreendo
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".

O que fica nas entrelinhas
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?

Suspira,
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...

Afoga-te
Em sua própria construção.
Afoga-te!

Não acredito em você,
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.

Provas estão enlaçadas
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo! 
Esses disparam meus alertas que suas
Provas estão enlaçadas.

Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!

Grite
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!

Sua subjetividade
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.

Foi,
Não é e nem era, mas
Foi...

Não me iluda,
Não se iluda,
Não me iluda!

Só,
Também fico, mas
Só!

27.12.14

Eu vejo você,
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
É incrível como afeta,
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
A falta que já sinto,
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Transformou minhas vontades,
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Assusta os próximos passos,
Sorrateiros antes de um salto.
Guardarei um pedaço comigo.

30.11.14

Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe 
E de quem a viveu...
Duvida? 
Experimenta!

9.11.14

Existem situações na vida
Em que personagens do Guy Debord
Gritariam como muçulmanas desesperadas
"Iala iala iala iala!"
 Por isso, aja na velocidade que
Não precise ouvir
"Senhor!  É tarde demais!"

3.10.14

Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.

Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.

Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.

Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.

Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.

25.8.14

Amarrasamor
Sufocaóticosufocados
Sistemáticoncisosistema

Queremporcalharotinas
Compenserenosacrilégios
Caprichadomaromântico

Juntossosublimes
Permanecéticalienada

Corriqueirasteiradvinda
Separa nós dois
O quê de tantas perguntas?
Qual é o onde a que se chega?
Adiante ou constante?
Como seria essa travessia?
Mesmo com as pessoas no entorno?
Seria sozinho?

29.7.14

No toque do
Cruzar de nossos olhos,
Um labirinto voraz.
Criado e mantido
Pelos atuais e
Momentâneos espectrais,
Desenvolvidos pelos
Meus medos.

21.7.14

Frio
Quente
Seguiu a noite.
E a gente?

Silêncio e
Conversa
Roubaram-me as palavras
Com sua presença

Que força é essa
Que me atrai?

Trêmulo
Rígido
Por um lado divertido
Por outro meio frígido

Distante e
Bem próximo
Se fosse comum
Escorregaria como limo

Que atração é essa
Que me força a dizer

Que não somos tão antagônicos quanto penso?

29.6.14

Sei que é dicotômico,
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...

Na próxima.
Se houver uma próxima.

16.6.14

Ansioso em te conhecer,
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?

10.6.14

Todos os dias ela olhava
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Todos os dias ela vivenciava
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Todos os dias ela desejava
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Todos os dias pensei
Até que consegui.

19.5.14

Eu tinha um preço
Um valor que eu não sabia
Foi evitando que descobri
Nas palavras por quanto tentou me vender
Tal moeda desconhecida
O câmbio foi arbitrário
Mas você não conseguiu pagar
Então um pouco mais de você eu vou apagar.
Não se vende alguém!
Não se coloca preço em alguém!
É assim que se torna um ninguém!
Não é tudo que se pode comprar,
Não é mesmo?
Você não tinha esse valor, né?
Não conseguiu me comprar.
Não é tudo que está à venda.
Você vai me entender.
Até lá, eu vou me entreter.

10.5.14

Da janela avisto suas pernas
Não me preocupo com
Nenhuma amarra
O vão entre suas coxas
Tentação proeminente
Voltada para mim
Como se apontada
Pedisse bis.
Parece que me subjugam
Que me chamam e
Desejam
Ardente como uma luz vizinha.
Serotonina e adrenalina tentam
Tentam mas não corrompem,
A sacada com a porta aberta
Me convidam e
No apagar de suas luzes entendo,
Talvez não fosse para mim.
Seria uma rua que nos separa?
Seriam mundos equidistantes?
Sua nudez exaltada
Perturba a noite
É a facilidade que te
Mantém a essa distância
Longe
Mesmo que curiosa
Minha vontade se mantém íntegra
Pô pô pô por causa da ressonância que conheci
Ser, não, cumprir,
Ao menos com a promessa
Que me fiz

9.5.14

Prostrado em reverências,
atônito e intragável,
um gole de vinho branco
ou uma dose de whisky.

Vejo-o como um lorde,
escravocrata
de mentes vis

Décadas se passaram
entre silêncios
contradições e
fugas

Desmonta a imagem
que te fez
rei

Retrai a ambiguidade
quando ostenta
uma certeza
fajuta

Antítese
do carrasco
que se autodenomina

Alguém.

30.4.14

Consumido por alguns pensamentos
E outros devaneios
Falácias

Perdido em alguns lisonjeios
Por vezes alheios
Ingênuo

Prostrados em pé
Por tempos inteiros
Perdemos

Consumo da imprudência
Cavalos esguios
Satisfazendo

Do cheiro de campo
À praia pequena
Te querendo

Fugaz e inevitável
É a orla em brisas


Chuva e café
Companhia por hora
Traquejo

Surtido o efeito contrário
No telefonema molhado
Capricho

E a mensagem que fica
Na cabeça e não se escreve
Sem recompensa

Tentativa de outrora
Repassada no poema
Lembrança

Mais uma investida
Desta vez com coragem
Legitimidade


28.4.14

Meu amigo, meu amado amigo,
não calibre sua perseverança
pela inconstância amizacional,
nem todos são como muitos já foram.
Quem sabe a distância seja um subterfúgio
ou talvez uma maratona a se correr sozinho.
Necessariamente encontramos pessoas assim:
levam um pouco de nós e deixam um pouco deles.
Sem dúvidas, nosso amado amigo Morcegônico
voltará e, para tal, a Confraria deve estar de pé.
Meu amigo, meu amado amigo,
o bater de nossas asas é individual,
nosso grito é supersônico e inaudível,
mas nossa presença é peculiar
tanto quanto vivermos em bando.

24.4.14

Com um salto de segundos
Vai da semente à árvore frutífera
Do ovo ao pássaro em voo
A ideia que procura ser forma
Passa a ser uma forma distorcida da ideia
Mas se não houvesse essa ânsia
Nunca se concretizaria como forma
- em segundos um salto
Um trampolim
Uma fagulha
Algo já em movimento
Motivo para um fim e
Perspectiva de um novo começo
Retroalimentado como
Um moto-perpétuo
Ouroboros de proporções cotidianas
A última página de um livro
Se funde com a primeira do próximo.

12.4.14

É como se...
deitado em piscina de bolinhas
leve, leve desconforto, leve à mente,
flutuando em pequenos espaços de ar
levianamente
estivesse.
Pronto para despertar
o urso mais feroz em sua própria caverna.
Orgulho, egoísmo?
Oportunidades novas?
por isso, o medo...
por isso o medo?
Estivesse.
Seria o primeiro a dizer
teve sua chance,
se eu fosse.
Soaria como
pequenas pedrinhas no meio do cascalho
ou ego no seu egoísmo,
o detalhe entre o é e o foi
ou o e-a-r de
esteve, estava, estará?
Talvez falte uma resposta,
sua querida França
também é fria.
Censura ou liberdade de pensar?
Sugiro, venha e explore,
portanto Voltaire
ao menos a responder.
Como se
não soubesse que sou o que mais quer
e o que mais precisa.
Eu sei.
Flutuando na certeza,
abraçando o abismo,
se jogando nessa
Obscura coNtunDente e Arraigada
coisa do coração.

2.4.14

Anseio pelos prazeres d'alma
Perplexa e conivente
Rumando ao aconchego

Estando distante do
Néctar, tão suave e
Doce que logo
Encontra, ali...

Nesta ou em outra vida
Doravante mesma alma
Obstinada e fulgaz por estar sempre...

15.2.14

Essa Onda não vai passar,
eu me preparei pra ela.
Passei a rebentação,
enfrentei tubarões,
gritei com Poseidon.
Naufraguei em seis mares
e me levantei.
Subi no topo do mastro
quando em viagem me encontrei.
É com ela que vou fazer o regresso,
e novamente em terra firme,
onde é meu lugar,
pronto a tais encantos,
bondade,
carisma,
altruísmo,
todos devolvidos,
com a tal Onda
firmarei.
Por mil mensagens.
Apenas por ora.

Camisa amarrotada.
Por que é tão difícil?

Intimamente ligado,
como se preso estivesse.

Vinco, algodão.
Um número sem uma voz.

Algumas mensagens,
nada mais...

Convite...
Convite?
Convide!

Passo um:
Passar as vestes.

Passo dois:
Por que é tão difícil?

Esquenta e deixa liso,
mas não deixa disso, tá?

Calma,
Tenha paciência.

Eu desenrolo e ligo,
ligo os fios que me unem,
me unem ao outro lado da linha.

Coragem.
Approach.

Eu tenho e
já chego.

15.1.14

Como lembrar de você
e não esquecer de mim?
Se lembrando de você
eu esqueço do mundo.
Me encontro no doce
sopro imaginário em meu ouvido.
Realizo o prazer de
estar contigo, pensando no
como seria...

Mesmo que ainda não.
Aguardando aquele momento.
Nos altos momentos,
nos nem tão altos...
A incerteza do será.
A compensação por
nos igualarmos em pensamentos
e buscas por conhecimentos.
Livros, filmes e outros.
Sim, somos dois estranhos ainda.

Entre contrastes azuis, brancos e pretos,
você some e eu fico meio despedaçado,
quando encontro a sala vazia...
Não tá dando mais,
desse jeito vou ter um velho mundo novo.
Vou para casa, Você.
Assisto a um filme, Você.
Vou escrever, Você.
Vou desenhar Você.
Não sei quando aparecerá nesse contraste
azul celeste, branco gelo e sombra preta.
Mesmo para essa imagem,
um perfume e uma roupa
menos casual,
são o mínimo para te receber.
Aguardo então...

1.1.14

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Essa ansiedade que me persegue.
Em minha direção,
nos momentos de desacordo,
com tamanha intensidade
consumindo meu descanso,
consumindo minha razão,
destruindo minhas emoções.

Devo me livrar dela?
Devo aprender a viver com ela?
Nessa angústia que
outrora havia se esvaído,
os pensamentos nefastos me consomem.
Agora, reconstrução...

29.12.13

a chegar em casa e acender a luz,
a cumprimentar um estranho,
a sorrir para qualquer um,
a dizer "te amo",
a abraçar carinhosamente,
a deixar o tempo resolver,
a passar o tempo trabalhando,
a pensar nela sem o viés,
a ver as coisas acontecerem,
a fazer parte da mudança que quero ser.
A acostumar...
Acostumado

28.11.13

Sinto que quando caio,
não desabo.
Quando tropeço,
não me machuco mais.

Na beira do abismo,
só sinto vertigem.
Uma viagem
me libertou.

Meu voo é suave,
meu rumo é desconhecido,
voo mesmo quando não chove.

Não me preocupo
com a dificuldade,
com a indiferença,
nem incoerência.

Minhas dificuldades
supero;
a indiferença dos outros  
não ligo;
na incoerência das atitudes para comigo
determino novos rumos.

Sou senhor,
sou dono.
Acima de mim, só Deus;
abaixo, quem eu quiser.
E sabe o que mais?
Continua... 

19.10.13

As palavras por si só
Sentimentos em versos
Dos sentimentos Inversos
Contrariam um porém
E se escondem

Naquelas águas turvas
Naqueles botes e jangadas
De um Nilo qualquer
E uni-los
Sentimento e palavra

Se ouço um "tchibum"
Só imagino a nau
Que era um não
Envolto da água
Sentimental

12.10.13

Brigo no ar e
Discuto com ele
Discuto sobre suas incapacidades
E sobre sua capacidade de
Se matar aqui dentro
E de quebra me matar também
Passo horas com a raiva como companheira
E quando na sua frente
Apenas observo e
Atesto que não estava de todo errado
Você realmente consegue
Se e me...
Eu aprendi a viver
Na mentira que você não soube contar
Era vergonhoso
Era indecente
Fugia de mim mesmo
Contudo
Ainda assim escorrego
Escorrego nas suas entranhas
Às vezes me torno brinquedo
Outras, me torno mentor
Tempo exato em que você definha
Encontro a estrada numa noite tonta
Compreendo seu limite
Entenda minha distância
Aumentando
Aumentando a cada nova discussão

29.9.13

No peito
Companhia de outrora,
A batalha recomeçou.
Folha caída,
O outono voltava,
Novo caminho,
Uma velha direção,
À sombra,
Posicionado novamente,
Aguardando,
Aguardando
O inverno,
Cortante noite fria do inverno,
Queixos trêmulos mas não de frio.
Lagoa pesada, criavam rios pelos poros,
Pensamentos constantes de...
Não...
E outras coisas mais.
Dor era consentir,
Era ou é.
Sim, voltava!
Mas tomei o bastão,
Aliviado,
Abatido,
Machucado
E caído.
Físico intacto,
Afiado,
Indolor,
E brilhante.
Posicionei-me novamente.
Frio...
Eu ou ela (brilhante) ou o outono
Ou o temperamento ou a temperatura,
Doía mais ser semelhante,
Mas de um modo diferente.
Doía porque doía,
E doía porque era doentio.
Educava de modo semelhante
E doía por ser diferente.
Só doía porque eu deixava.
Então tomei o bastão.
Agora.
Agora?
Agora!
Aprender sozinho,
Com a folha caída,
Com o vaso quebrado,
Com o laço desfeito,
Com a parentela adulterada,
Com o que tenho na mão.

20.9.13

Enquanto eu te olhava,
O tempo passava,
Sua boca mexia,
O papo seguia.

Enquanto eu te olhava,
Nossa história se juntava,
Minhas perguntas você respondia
E assim o papo seguia.

Enquanto eu te olhava,
Mais e mais eu me apaixonava,
Atento ao que você dizia,
A conversa então fluía,

Enquanto eu te olhava,
Em mil coisas eu pensava.
Só assim conseguiria
Perceber que por essa conversa, você também sentia.

Enquanto eu te olhava,
Seu coração ao meu se aproximava.

30.8.13

Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do doce toque da sua voz
Eu não lembro mais da firmeza das suas palavras
Eu não lembro mais dos anéis que vestiam seus dedos
Eu não lembro mais de como era imponente
Eu não lembro mais do seu perfume
Eu não lembro mais...
Eu não lembro mais do sobretudo cinza
Nem do comentário sobre o filme “A Onda”
Também não lembro mais de como você pedia sua bebida
Nem de como mostrava sua indignação
Eu não lembro mais, por quê?
Eu não lembro se consigo te esquecer
Eu não lembro se conseguirei te perder
Eu não lembro se você disse que sim
Eu temo por não lembrar como era seu cabelo
Eu não me lembro o quanto ele caracterizava sua imagem
Eu não lembro o quanto desejo você perto de mim
Mas lembro que era você.

2.8.13

Novamente ela caía
Era visível que caía pois ele não se levantava
Escorria pelas mãos
Chegara ao chão

Molhava rosto e mãos
Molhava mãos e chão

Ele não se levantava
Provavelmente porque era difícil
Tamanha decepção

Caía mais uma
Tímido se levantava o sorriso
Talvez para demonstrar força
Ou para cerrar a conversa e irmos embora

22.7.13

Ele foi...
Por que só na autópsia
Encontraram a magnitude?

Estava ali diante deles,
Anos e anos,
E quando nada mais...
Agora tornara-se tudo.

Vislumbrava o correto,
Aos pouco se preparava
Para, um dia,
Se deitar e morrer.

Não era só o tempo que passava,
Era também o momento de ser.

Coincidia talvez a destreza?
Amparava seu próprio sonho!
Redesenhava então sua vida
E no constante descontentamento infundado,
Infinito!
Preparava-se para ser ninguém.

Mas até quando?
O que vale?
Para quem ele devia ser?

Quem sabe um motor de Ferrari
Vestido pela carcaça de um calhambeque.
Uma Mont Blanc
Na mão de um alienado

Deveria ser
O que era para ter sido.
Seria se...
Ainda poderia ter sido?
Lá vem o turbilhão de sentimento latente,
Fica confuso com o caco que tentei remontar.
Esse raio de botão que pressiona, mas não volta.

Agora voltou!
Droga, ficou apertado de novo...
Pronto, consegui!
Mas que botão maldito...

Quando solto, a luz até aquece um bocado,
Mas, quando apertado, parece um quê de pecado.
Solto, com luz,
Pressionado, me conduz,
Solto ... ué, cadê a claridade?
Botão ficou preso!

É antagônico e
Perplexamente incomum,

Deus, por favor, desprenda esse interruptor!
Solta o interruptor,
Libera a luz,
Por
Favor

18.7.13

Que o tempo tem o tempo que quer ter,
Que, quando convém, coincide com o que quer,
Que era hora de Hera e não de Hades,
Que foi, mas também que vai ser...

Que desafiado, o homem te completará,
Que o insulto é não compreender sua inteligência,
Que não dura para você, porque não perdura para eles,
Que se você estivesse me ouvindo...

Que você é,
Que eu quero,
Que você seria,
se eu tivesse coragem...

Que é possível, se puder entender,
Que na minha mente também te desafio,
Que talvez não aconteça,
talvez porque água...

Apaga o fogo.

13.7.13

O que faço com você?
se te tenho,
sou guerreiro de minha própria alma
no viés,
me torno prisioneiro desse sentimento,
se te nego,
corro amedrontado para o canto de um pensamento
 
aprendo no crepúsculo
que tenho findo a imagem de bom moço.
diria que é porque encontrei,
do contrário, se pela vista de um outro,
porventura na face do encontro,
este mesmo no reflexo de um vidro.
 
Na tentativa de ser alguém que
Hoje sei que não era ninguém,
mas que, olhando atentamente,
ali encontrei o verdadeiro herói,
escondido atrás do espelho.
 
Nessa hora que me torno rei.
 
então não há medo,
nem desconforto,
nem aquele ilusório sentimento perfurado.

aqui que volto para você,
que alegra a alma mais perdida
e contempla a audácia de enfrentá-la.
 
julgo, sem você, não ser mais a mesma pessoa.
liberdade emocional.
liberdade,
emocional.
 
qual é o quando
e quando é que terei?
não, era nada,
nem nunca, não sei!
sendo a saída
soberana de um rei.
Tem um sentimento muito ruim aqui dentro
é difícil distinguir
é difícil separar
é tudo e nada ao mesmo tempo
tô com medo
mas eu vou te odiar várias vezes
como vou responder à sua pergunta
se você mesma já escreveu que eu não entendo?
a resposta é essa: como vou saber se eu não entendo!
enquanto faz-se presente o sentimento, sucumbe!
e enquanto presente o mesmo sentimento se alimenta,
tende a erguer sua bandeira e propiciar AQUELA que há muito se esconde.

sobe o cume que te derruba mas afunda no mar que vos criaste.

a incongruência do sentido das frases é a permuta do pensamento que me rodeia
e o medo...
ah o medo...
esse é meu parceiro de anos, que hoje já lhe dei até sobrenome
junto com AQUELA.

se não o chamo de amigo
posso dizer que da família já faz parte
ELE e ELA.

dúvida e angústia
sentimentos tardios,
mas que devem falar algo,
vazio.
talvez o vazio.
é um batalhador
horas vence horas perde
o sino da igreja toca de novo.
só um pouco...
o sino toca e incomoda.
mas é da igreja.
não faz sentido...
A verdade é que apenas...
Nossos corações se abraçaram
Tiveram que se unir,
Quando era óbvio que se aproximariam

Aguardaram o momento em que...
Jorrava-se beleza pelos poros
Soterravam o antigo alívio
Renascia e no embalo

Ausência de comandos...
Arranhavam a petulância
Gritava-se então de
Amor?

10.7.13

Hoje acordei com o sabor dos seus lábios
Na carne, oculta a indagação do seu corpo.
Ainda não abrira os olhos e entrelaçava
Com as suas pernas as minhas,
Instantes antes de nos deitarmos,
No dia que antecedeu o hoje,
Livrei-me da roupa com ternura,
Fechei meus olhos e te abracei.
Só nessa manhã,
Quando tornei a abrir meus olhos,
É que reparei.
Estava sonhando.