...delicado!
Pensava viver...
...entonado!
Pensava estar...
...creditado!
Pensava estar...
Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.
Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.
Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.
Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.
Reconstrução secular.
Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.
São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?
Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.
Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.
Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?
Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.