12.6.15
Pensava viver...
...delicado!
Pensava viver...
...entonado!
Pensava estar...
...creditado!
Pensava estar...
Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.
Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.
Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.
Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.
Reconstrução secular.
Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.
São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?
Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.
Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.
Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?
Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.
Repetir.
...delicado!
Pensava viver...
...entonado!
Pensava estar...
...creditado!
Pensava estar...
Julgava ser mais um,
em brados de herói,
no verde do meu rum,
um solo se constrói.
Afugento a inocência,
tão logo me consome.
Sou foco do julgamento.
Este que não me convém.
Deito sarcasticamente
no leito, desenhado,
alcoolizado, desnudo,
que me fizeram.
Penso então
viver o novo,
mesmo dilacerado.
Reconstrução secular.
Passos dados
nas marcas feitas
de um concreto úmido.
São destes os passos?
São de outrem as marcas?
Quem segue quem?
Não há como pisar
no mesmo local
deixado em outro
espaço de tempo.
Nem tempo qualquer,
deixado em outro
espaço do local.
Pisado anos atrás.
Histórias vividas
entre eu e você.
Hoje esquecidas...
Hoje esquecidas?
Incerteza.
Incoerência.
Inocência.
Sem destreza.
10.6.15
15.5.15
Vazio,
Não como se um dia
Fora cheio.
Vazio
Não preenchido.
Sem um quem
Ou sensação tátil
Não alcançada!
Calígula em tormento.
Peça única conformada.
Vazio,
Agonizante
Deteriorante.
A falta do que
Revoga na revolução,
Como que bradando
Um mudo se apresenta.
Ao mundo um grito
De socorro,
Grito de reconhecimento,
De não vazio.
O que é o oposto?
Qual o antagonismo?
12.5.15
Caso reparasse
Nos meus longos
Loiros cabelos
Nos meus longos
Loiros cabelos
Perpétuo
Estável
Estável
Entretanto
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
Pudesse conviver
Na virtude impassível
Ímpar de meu ser
Meus cachos
O atormentam?
O atormentam?
Incólume
Rio com seu riso
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Mesmo com o gosto
Amargo
Recorda sangue
Num quadro ou
Porta-retratos
Porta-retratos
Caem rostos
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
Máscaras
Faces desfalecem
Punhal empunhado
Soa um tambor
Rufando expectativas
Sem vírgulas ou pontos
Contando histórias
Contando estórias
Ele
Ela
Eu
Ela
Eu
Ninguém mais.
5.5.15
24.3.15
Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.
10.2.15
28.12.14
Tenho a mania de
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Tenho meus pensamentos na nuvem,
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Repetidamente enfrento,
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Lembra aquele presente?
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Compreendo
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
O que fica nas entrelinhas
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Suspira,
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Afoga-te
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Não acredito em você,
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Provas estão enlaçadas
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Esses disparam meus alertas que suas
Provas estão enlaçadas.
Provas estão enlaçadas.
Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Grite
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Sua subjetividade
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Foi,
Não é e nem era, mas
Foi...
Não é e nem era, mas
Foi...
Não me iluda,
Não se iluda,
Não me iluda!
Não se iluda,
Não me iluda!
Só,
Também fico, mas
Só!
Também fico, mas
Só!
27.12.14
Eu vejo você,
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
É incrível como afeta,
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
A falta que já sinto,
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Transformou minhas vontades,
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Assusta os próximos passos,
Sorrateiros antes de um salto.
Sorrateiros antes de um salto.
Guardarei um pedaço comigo.
30.11.14
Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
E de quem a viveu...
Duvida?
Duvida?
Experimenta!
9.11.14
8.11.14
3.10.14
Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.