3.7.18

Conforme Veríssimo...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza de um talvez é a desilusão de um quase..."

Um quase país, uma quase população,
um quase patriotismo, uma quase nação.

Um tão quase que vira em nada, um nada que é o nosso tudo.

Na falta da educação uma falta de educação.
Bandeiras, camisas e faixas, mas uma vontade de morar no Exterior.

Suplica por aquela educação,
mas hoje não tem aula, quem joga é a Seleção.

19.3.18

Obrigado por dividir cada momento comigo.
Obrigado por estar do meu lado e estar ao meu lado.
Obrigado pelos seus carinhos, pelo seu ouvido, por me ver e por me enxergar.
Obrigado por estar aqui e estar acolá.
Obrigado pelas palavras quando o silêncio rasga.
Obrigado pelo silêncio quando as palavras machucam.
Obrigado por encostar em mim quando a inquietação incômoda me faz angustiar.
Obrigado pelo beijo de boa-noite e pelo de bom-dia.
Obrigado por brigar comigo quando o limite vira uma linha imaginária.
Obrigado por ser firme em tempos de moleza.
Obrigado pelo jogo de cintura quando tudo é muito duro.
Obrigado por me permitir ser seu.
Obrigado por ser minha.
Obrigado, Deus, por você.
Obrigado, Deus, pela vida.

3.3.18

Cheiro ingênuo
Entregando sua chegada,
É aquele desmantelar
Anunciado pelo canto da boca.

Pretume no céu,
Estrondo rompante de consciência.
Caia logo, maldita tristeza.

Flashes cintilantes,
Contando histórias antigas.

Descanse em paz, gota tola.

Enquanto lá fora, água
Aqui dentro, deságua.
Cai suave e escorre pelos prédios,
Assim como dos olhos à boca.

O som peculiar ao atingir o chão,
Confundo a chuva com meu corpo.
Me encontro no sentido ascendente.

Desce em câmera lenta,
Ao que a alma sobe.

Trovão que ilumina minha vida.

10.7.17

Meu silêncio,
Que evita as certezas das brigas,
Expurga a nítida imagem
Onde um pai carrega o caixão
Com as mãos sujas se sangue.

Ainda brigo no ar,
Defendo minha vivência,
Minha existência.
Um futuro que não escrevi.

Apontando o lápis...
Para perfurar e reescrever,
Ou desenhar algo novo.

Mente qual seu veredito?
Sou o único a confiar na minha força,
Mente qual seu veredito?

Mente, qual seu veredito,
Mente qual é o veredito.

2.3.17

Todo homem
Gostaria de ser romântico
Como eu e você,
Gostaria de saber se expressar,
Gostaria de tocar o coração da amada,
Gentilmente,
Saber o que fazer quando fazê-lo.
Ousar quando necessário,
Recuar quando inevitável.
E não invadir e tomar conta,
Sabendo que cedo ou tarde iria abandoná-lo.
Deixar o coração cicatrizar sozinho,
Aguardar melhorar para então retomar.
Filho, todo homem gostaria de ser
Eu e você.
Fazem sentido
O barco e o avião.
Enquanto um se senta ao leme
Para navegar e explorar,
O outro voa em busca da liberdade
Reprimida por não saber aonde ir ( o que fazer).
Amor, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
No sossegar da rotina,
Estágio esse que nos encontramos,
Evolução passou a ser apenas uma
Palavra.
 
Pai, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora,
A sociedade não aceita
Um homem que expõe suas emoções.
É um fraco, um tolo ou apenas um
Sonhador.
 
Família, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
Cercado pela parede dos cuidados,
Os próximos passos se tornam difíceis,
A âncora atinge o fundo e tudo o que resta é
Parar.

26.2.17

Gaudí se esqueceu.
Dalí o tornou maleável.
Muitos poetas teorizaram.

Ele continua passando.
Não vai parar.
Ninguém vai durar.

Só vai doer...
Você só vai pensar...
Quando alguém não estiver mais.

Gaudí queria que fosse maleável.
Dalí o queria teorizado.
O poeta, eternizado.

13.2.17

Não tem olhado...
Há tempos não tem visto
Com os olhos certos.
Apenas feche seus olhos para ver.

6.2.17

Avoada
Caprichosa vida,
Desejo resguardado de um
Sonho.
Curvado aos tantos sentimentos,
Definitivamente acordado desse
Sonho.
Analépsico.
Tentando voltar ao
Sonho.
Corrigido pelo mesmo
Racional reacional.
Sonho.
Com o sonho
Desajustado,
Vida, então, volto a sonhar?

É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.

O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.

No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.

O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.

A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.

11.9.16

Laços emocionais,
Escondidos atrás das brincadeiras inocentes.
Advogando meus pensamentos.
Buscam num dia monótono, você.
Sentado aguardando aquele momento
Em que o abstrato combate o real.
Deixa-me em frenesi,
Palavras escritas mas não faladas.
Sentimentos pensados mas não vividos.
Você tá...
Mas eu, como você...
Delirium,
O mais próximo dos perpétuos.

3.4.16

Se um dia
Fores capaz
De apresentar
A métrica do amor,
Terás um Nobel.
Na praia,
Há paz
Sem estares
No fervor
Do banco do réu.
Julgas a raia
Do rapaz
Pelos ares
Da sua dor,
Meu nem tão nobre fiel.
Lembra e não caia
Na voraz
Tentação dos bares,
Do ardor
De seu desejado fel.

19.2.16

Toda vez que disseres
Preciso
É seu ego dizendo
Quero
Quando uma pergunta
Surgir
Será então teu âmago suplicando
Preciso

17.1.16

Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga contra,
Mas não é proposital.
Você joga...
E o propósito e tal?

9.1.16

Conheço essa armadura de alumínio,
Sem ventilação e ocultando-a.
Como transpira diante de tudo.
De mim, não se esconde.
Um toque de nossas mãos
Desnuda suas intenções.
Na guerra, protege.
Na cama, um mero zíper.
A luta reserva a distância
E ao abraço cabe aproximá-la.
Vivo sem você.
Vivo, sem você.
Sempre a terei.

28.12.15

Você me lembra das fotos!
Daquelas que tirou...
Questiona-me o por quê.
Afável e indomável.

Sinto só ter uma resposta,
Mesmo que outorgada.
Enfurecido, explico que
Pretendo com ela erradicar
A saudade enquanto não nos vemos.

Forço você a entender
Que elas para mim
São memórias vívidas
Desenhadas por entre as linhas
e entre cada palavra de um livro.

Não é que seja uma delonga,
Mas que, quando recebo,
Vejo no seu olhar
Uma exclusividade,
Um algo muito pessoal.
Íntimo.
Uma coisa só nossa.

Por ela posso navegar
Nos pensamentos
Eróticos que dominam
Como pensamentos
Que a fazem minha,
Companhia.
Minha irrefutável amante
Nos laços do amor.
Simplesmente como.

Mas entendo sua recusa.
Refuta não enviar-me mais.

Ainda assim,
Posso sempre rever as que tenho
E continuar a viajar,
Aos mesmos lugares ou
A novos lugares.
Afinal, a excitação
É uma nova jornada.

20.12.15

Olhos, negros...
Cabelos pelo ombro.
Sempre linda.
Imagem.
Mulher de atitude,
Presença marcante e
Posição firme.
Ação.
Cumprindo pena
Por ser delicada.
Beijo suave como
Chocolate meio amargo.
Veludo nu.
Imaginação.