27.6.20

O bem comum
e sua faca!
Não que não seja bom,
só faça!
EM prol dO bem ComUm
dEixeI meu Eu,
esTiqUei e me EsQueCi.
aGorA voLtar é
SinônImO de egOIsmo!
QUE muNdiNho coRonÁtiCo.
abstrático.
FANÁTICO!
prO iNfernO CoM sUaS
PolíTicas fAlsáRias e
panCas de cOmanDantE
suAs coerÊncIas iNcoeRenTes e
verDaDes MenTiRoSas
ou mElHor, FalSas veRdAdeS.
EU Sei coMo fOi,
Sei cOmo vAi ser,
a inTenÇão eSticA SUA línGua
quE Por sua veZ enrOla no pEscOço
pareCe Que aPertA aqUi
maS é O cAráteR que sÓme AÍ.
VirAr a OutrA fAce e
SORRIR, o mEsMo que
iNcomÓda, rir e rEPetIr
MINHA feLicidAde te AgrIde
nÃo eXiste CompeTiçãO,
na pLEnitUde da mInhA boCa
aSSumir a respoNsaBilidAde?
Mas É pelO bem CoMum?
cARRegar os oUtrOs nas coStas?
entregar toda a estratégia e
no Fim...
miNh'almA laVada sUporTa
de PÉ sua INCapaCIDADE
que MaiS posso TE ensinar?

9.5.20

Quando um dia eu morrer!
Pinte a parede da cor dos SEUS sonhos.
Dance sem se preocupar com quem está olhando.
Viva o momento, o segundo.
Não receba ordem,
não viva no gerundio.
Ria o tempo inteiro,
Se desafie.
Ame novamente e esteja no comando.
Esqueça o mundo.
Não seja superficial,
viva o mais profundo.
Não é um reset...
É, daqui pra frente.
Exploda em alegria,
eu não fiz tudo que fiz
pra viver em nostalgia.
Guarde dinheiro,
explore os momentos,
Namore e me esqueça.
A vida te deu um presente,
Agora.. aquiesça.

18.4.20

Encontrei a fonte da juventude,
Não é igual vemos em filme,
Não se parece em nada com uma fonte,
Mas contém o elixir da juventude.
Ela é linda e tem seus truques,
Sugere um mundo de possibilidades,
E uma recompensa de decepções.
Pra quem me conhece sabe.
Sabe se já verti um ou dois...
Ou um cálice desse líquido.

Enquanto jovem,
O mundo é pequeno,
As possibilidades são infinitas,
Nada é impossível.
Aos olhos dos outros você é imaturo.
A configuração atual do mundo
Retém, detém,
Convém, desdém.
Nessa nova configuração,
As pessoas devem ser mais leves,
As fronteiras estão deixando de existir,
E realmente nada é impossível.
Absolutamente nada é impossível
Persistência, não à desistência,
Resistência, com muita coerência.
Ainda te torna imaturo?
O jovem velho é idoso.

Enquanto velho,
Terei o aval de dizer “já passei por muita coisa”,
Serei uma verdade incontestável,
Carregado das experiências,
De um mundo
Com uma configuração,
Modificada, talvez mortificada,
Aclamada, mas parece aglomerada.
Desejarei que o mundo evolua,
Fugirá ao meu controle essa evolução,
Estarei preparado ou não.
A segurança dará lugar
À inovação,
O planejamento a se reinventar,
O certo ao novo certo.
A explanada à arrumada,
A vida passada dará lugar
A nova jornada.
Serei considerado a voz da razão?
O velho jovem não!

Basicamente o olhar
Do futuro no presente
Não é valor.
É necessário,
mas não deve ser feito.
Ao menos não do jeito jovem.
Enérgico, carregado de
Novidades,
Com conexões assimétricas
E preparado para novas
Mudanças.
Não compensa ser jovem.
Se o respeito só virá
Por causa da idade.

E dessa última conclusão,
A dúvida que paira
Então congela,
Beber dessa água e ser considerado um jovem,
Pra sempre.
Não beber e me tornar um velho
Pra sempre.

8.5.19

O andar de cima faz muito barulho,
Já não é mais uma questão de "me conformar".

O andar de cima faz muito barulho,
Pula, parece até que é uma serca.

O andar de cima faz muito barulho,
Talvez pense que é algum tipo de exemplo.

O andar de cima faz barulho demais,
Chega a ser repetitivo, prolixo.

O andar de cima não se enxerga,
Cego perdido em seu próprio ego.

O andar de cima faz muito barulho,
É imoral, inconsequente e irracional.

O andar por cima faz barulho,
Mas o tempo devolve.

O andar de cima faz barulho demais,
Copia acefalamente uma obra remanofaturada.

O andar de cima só faz barulho,
Nem se sabe se merece estar por/em cima.

O andar de cima com tanto barulho,
Realmente acha que tem a razão.

O andar de cima faz barulho só,
Não sabe que não sabe, porque pensa que sabe.

O andar de cima com tanto barulho assim,
Se torna irresponsável.

O andar de cima embarulhado,
Só está em cima por um mero acaso.

O andar de cima faz muito barulho,
O tempo apaga as palavras mas a noite se torna barulhenta.

O andar de cima faz barulho de novo,
Não tem como separar, faz parte da mesma construção.

Mas o andar de cima só sabe fazer barulho,
"Calma, um dia não estará mais aqui".

É que o andar de cima com tanto barulho,
Não enxerga que só sabe gritar,
Tem uma visão simplista da complexidade humana,
Se acha exemplo de coisa alguma,
Vive vendado,
Não tem rumo,
Prumo,
Nexo,
Palavra,
Hombridade,
Tão pouco sabe planejar.

Pro andar de cima só podemos aguardar,
Tá mais perto de Deus, fica mais fácil de Ele puxar.

9.3.19

Meu caminho sem bússola trilhado pelas minhas próprias responsabilidades, 
Meus desafios e minhas conquistas,
Sendo meu próprio mestre atravesso o deserto em cima do cavalo sem nome, 
A história não é sobre o cavalo mas sobre o cavaleiro,
As luzes que se acendem são ideias geniais próprias,
Iluminam meu próprio caminho, 
São as chaves do baú do futuro.

“Vós que pensais agir
Sobre meus pensamentos,
Sobre minhas ações...
...padeçam sobre vómito próprio.
Vós que pensais definir
Os rumos de minha vida,
Padeçam sobre vossos sangue.”

Eis que aqui, mais uma vez,
Me reinvento.
Para me adequar aos meus próprios propósitos.
Me reprogramo.
Uso minhas capacidades para lá do alto do morro...
Cantar minha música de vitória...
Ainda não inventada,
Tema do meu filme.
Digno do Oscar da vida.

27.12.18

Tudo que a natureza definiu
Como tempo necessário
Para crescer e se estabelecer
Com força e vitalidade
Veio com o tempo.
Tempo em proporções,
Tempo como amparador,
Tempo em mínimos detalhes
E ainda assim tempo, puro tempo.
O caminho percorrido pelas micro-particulas,
Um certo caminho escolhido pela natureza de ser.
Um limiar escondido em frações daquele tempo,
O qual, não volta, nem tão pouco, se adianta.
Tempo que desenvolve no homem habilidade,
E tempo exato para aproveitar oportunidade.
Tempo para subir no cavalo da sorte,
Tempo para cair do cavalo.
Tempo que coroou Francisco Sforsa,
E os que afastaram alguns dos Souza.
O que já aconteceu com o tal de César Bórgia,
Agora confunde uma certa escória.
Um ascendeu de cidadão
A duque de Milão,
Outro porém, não.

24.10.18

Pra mim
Aqui na madrugada das 5:21
Acordei e num lapso inconsciente escrevi
Escrevi algo que veio da alma
Não sei se com rancor ou com iluminação consciente do meu eu
Aquele eu que vai crescendo e se desenvolvendo
Rogo por ser o segundo pois assim me sinto mais conectado com meu futuro
E menos apegado com meu passado
Mas escrevi.

Talvez...
Você não tenha o tempo que preciso
Para falar de Dor.

Não entenderia se...
Te explicasse o que e como
Realmente se entende por empatia.

Sim, o como.

Não ter empatia
É quando um homem sabe o que é um chute no saco mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.

Não ter empatia
É quando uma mulher sabe o que é um soco no peito mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.

Não ter
É quando você leva anos criando alguém
E aquela folha em branco que vai recebendo tudo...
Valores, personalidade, caráter
Tenta apagar alguns rabiscos com uma borracha virgem e você diz...
Esquece isso.

Ter
É entender que a dor é muito maior do que se pensa
Que dura muito mais do que se quer
Até mesmo quando se diz...
Eu te entendo.

3.7.18

Conforme Veríssimo...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza de um talvez é a desilusão de um quase..."

Um quase país, uma quase população,
um quase patriotismo, uma quase nação.

Um tão quase que vira em nada, um nada que é o nosso tudo.

Na falta da educação uma falta de educação.
Bandeiras, camisas e faixas, mas uma vontade de morar no Exterior.

Suplica por aquela educação,
mas hoje não tem aula, quem joga é a Seleção.

19.3.18

Obrigado por dividir cada momento comigo.
Obrigado por estar do meu lado e estar ao meu lado.
Obrigado pelos seus carinhos, pelo seu ouvido, por me ver e por me enxergar.
Obrigado por estar aqui e estar acolá.
Obrigado pelas palavras quando o silêncio rasga.
Obrigado pelo silêncio quando as palavras machucam.
Obrigado por encostar em mim quando a inquietação incômoda me faz angustiar.
Obrigado pelo beijo de boa-noite e pelo de bom-dia.
Obrigado por brigar comigo quando o limite vira uma linha imaginária.
Obrigado por ser firme em tempos de moleza.
Obrigado pelo jogo de cintura quando tudo é muito duro.
Obrigado por me permitir ser seu.
Obrigado por ser minha.
Obrigado, Deus, por você.
Obrigado, Deus, pela vida.

3.3.18

Cheiro ingênuo
Entregando sua chegada,
É aquele desmantelar
Anunciado pelo canto da boca.

Pretume no céu,
Estrondo rompante de consciência.
Caia logo, maldita tristeza.

Flashes cintilantes,
Contando histórias antigas.

Descanse em paz, gota tola.

Enquanto lá fora, água
Aqui dentro, deságua.
Cai suave e escorre pelos prédios,
Assim como dos olhos à boca.

O som peculiar ao atingir o chão,
Confundo a chuva com meu corpo.
Me encontro no sentido ascendente.

Desce em câmera lenta,
Ao que a alma sobe.

Trovão que ilumina minha vida.

10.7.17

Meu silêncio,
Que evita as certezas das brigas,
Expurga a nítida imagem
Onde um pai carrega o caixão
Com as mãos sujas se sangue.

Ainda brigo no ar,
Defendo minha vivência,
Minha existência.
Um futuro que não escrevi.

Apontando o lápis...
Para perfurar e reescrever,
Ou desenhar algo novo.

Mente qual seu veredito?
Sou o único a confiar na minha força,
Mente qual seu veredito?

Mente, qual seu veredito,
Mente qual é o veredito.

2.3.17

Todo homem
Gostaria de ser romântico
Como eu e você,
Gostaria de saber se expressar,
Gostaria de tocar o coração da amada,
Gentilmente,
Saber o que fazer quando fazê-lo.
Ousar quando necessário,
Recuar quando inevitável.
E não invadir e tomar conta,
Sabendo que cedo ou tarde iria abandoná-lo.
Deixar o coração cicatrizar sozinho,
Aguardar melhorar para então retomar.
Filho, todo homem gostaria de ser
Eu e você.
Fazem sentido
O barco e o avião.
Enquanto um se senta ao leme
Para navegar e explorar,
O outro voa em busca da liberdade
Reprimida por não saber aonde ir ( o que fazer).
Amor, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
No sossegar da rotina,
Estágio esse que nos encontramos,
Evolução passou a ser apenas uma
Palavra.
 
Pai, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora,
A sociedade não aceita
Um homem que expõe suas emoções.
É um fraco, um tolo ou apenas um
Sonhador.
 
Família, eu te amo.
E é por isso que preciso ir embora.
Cercado pela parede dos cuidados,
Os próximos passos se tornam difíceis,
A âncora atinge o fundo e tudo o que resta é
Parar.

26.2.17

Gaudí se esqueceu.
Dalí o tornou maleável.
Muitos poetas teorizaram.

Ele continua passando.
Não vai parar.
Ninguém vai durar.

Só vai doer...
Você só vai pensar...
Quando alguém não estiver mais.

Gaudí queria que fosse maleável.
Dalí o queria teorizado.
O poeta, eternizado.

13.2.17

Não tem olhado...
Há tempos não tem visto
Com os olhos certos.
Apenas feche seus olhos para ver.

6.2.17

Avoada
Caprichosa vida,
Desejo resguardado de um
Sonho.
Curvado aos tantos sentimentos,
Definitivamente acordado desse
Sonho.
Analépsico.
Tentando voltar ao
Sonho.
Corrigido pelo mesmo
Racional reacional.
Sonho.
Com o sonho
Desajustado,
Vida, então, volto a sonhar?

É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.

O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.

No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.

O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.

A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.