Maldito bloqueio criativo
Meu crescimento sufocado pela perspectiva de como os outros me enxergam
Travado num momento com monstros perversos
Monstros que eu criei
Meu algoz...
Eu mesmo!
Tentando me prender de mim.
Me proteger da hipocrisia social?
Sucumbir ao “mesmismo”
Ser mais um na multidão...
Quando minha cabeça sabe
Sabe que a unicidade da forma
Sabe que a exclusividade do ser
Sabe que a unilateralidade
Conhece o histórico
Sem precedente
Escondido na eloquência
Acuado na crítica
Preso num sofrimento velado
Incomum
Valorizado pelo íntimo
Onde está o cajado
Equilibrar na penumbra
Valores que ninguém tem coragem
Sucumbir a gentalha podre
Que não diferencia bem de mau
Nem bom de mal.
Mindset fixo que rotulam
Pra então ganhar algum prestígio?
Quem vai passar pela vida?
Seus sonhos ou
Meus senhos?
Quando você esquece
De quem é o foco.
Se seus óculos sujaram a lente
Não troque de óculos.
É uma fase.
Um momento.
Destravar e seguir.
É onde a arte tem estado...
Depende do público, alvo.
Você já chegou lá.
O que você fez,
Com o que fizeram de você?
In
Ven
Te
-
Por mais que simplesmente.
O sol também nasce pra você.
Todos os dias,
Mesmo naqueles dias.
Terror noturno?
Tá se divertindo com isso?
Arrasei!
Fiz!
Aconteci!
Foi sozinho mesmo.
Sim foi sozinho.
Me admiro muito com isso.
Um artista.
Casado com sua própria mente.
A mesma que me prega peças.
Me leva ao chão,
Me enforca e me mantém,
Me enaltece e me detém.
De tudo e mais um pouco
Disforme
Que nunca será enquadrado
Deslocado.