30.11.14

Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe 
E de quem a viveu...
Duvida? 
Experimenta!

9.11.14

Existem situações na vida
Em que personagens do Guy Debord
Gritariam como muçulmanas desesperadas
"Iala iala iala iala!"
 Por isso, aja na velocidade que
Não precise ouvir
"Senhor!  É tarde demais!"

3.10.14

Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.

Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.

Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.

Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.

Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.

25.8.14

Amarrasamor
Sufocaóticosufocados
Sistemáticoncisosistema

Queremporcalharotinas
Compenserenosacrilégios
Caprichadomaromântico

Juntossosublimes
Permanecéticalienada

Corriqueirasteiradvinda
Separa nós dois
O quê de tantas perguntas?
Qual é o onde a que se chega?
Adiante ou constante?
Como seria essa travessia?
Mesmo com as pessoas no entorno?
Seria sozinho?

29.7.14

No toque do
Cruzar de nossos olhos,
Um labirinto voraz.
Criado e mantido
Pelos atuais e
Momentâneos espectrais,
Desenvolvidos pelos
Meus medos.

21.7.14

Frio
Quente
Seguiu a noite.
E a gente?

Silêncio e
Conversa
Roubaram-me as palavras
Com sua presença

Que força é essa
Que me atrai?

Trêmulo
Rígido
Por um lado divertido
Por outro meio frígido

Distante e
Bem próximo
Se fosse comum
Escorregaria como limo

Que atração é essa
Que me força a dizer

Que não somos tão antagônicos quanto penso?

29.6.14

Sei que é dicotômico,
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...

Na próxima.
Se houver uma próxima.

16.6.14

Ansioso em te conhecer,
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?

10.6.14

Todos os dias ela olhava
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Todos os dias ela vivenciava
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Todos os dias ela desejava
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Todos os dias pensei
Até que consegui.

19.5.14

Eu tinha um preço
Um valor que eu não sabia
Foi evitando que descobri
Nas palavras por quanto tentou me vender
Tal moeda desconhecida
O câmbio foi arbitrário
Mas você não conseguiu pagar
Então um pouco mais de você eu vou apagar.
Não se vende alguém!
Não se coloca preço em alguém!
É assim que se torna um ninguém!
Não é tudo que se pode comprar,
Não é mesmo?
Você não tinha esse valor, né?
Não conseguiu me comprar.
Não é tudo que está à venda.
Você vai me entender.
Até lá, eu vou me entreter.

10.5.14

Da janela avisto suas pernas
Não me preocupo com
Nenhuma amarra
O vão entre suas coxas
Tentação proeminente
Voltada para mim
Como se apontada
Pedisse bis.
Parece que me subjugam
Que me chamam e
Desejam
Ardente como uma luz vizinha.
Serotonina e adrenalina tentam
Tentam mas não corrompem,
A sacada com a porta aberta
Me convidam e
No apagar de suas luzes entendo,
Talvez não fosse para mim.
Seria uma rua que nos separa?
Seriam mundos equidistantes?
Sua nudez exaltada
Perturba a noite
É a facilidade que te
Mantém a essa distância
Longe
Mesmo que curiosa
Minha vontade se mantém íntegra
Pô pô pô por causa da ressonância que conheci
Ser, não, cumprir,
Ao menos com a promessa
Que me fiz

9.5.14

Prostrado em reverências,
atônito e intragável,
um gole de vinho branco
ou uma dose de whisky.

Vejo-o como um lorde,
escravocrata
de mentes vis

Décadas se passaram
entre silêncios
contradições e
fugas

Desmonta a imagem
que te fez
rei

Retrai a ambiguidade
quando ostenta
uma certeza
fajuta

Antítese
do carrasco
que se autodenomina

Alguém.

30.4.14

Consumido por alguns pensamentos
E outros devaneios
Falácias

Perdido em alguns lisonjeios
Por vezes alheios
Ingênuo

Prostrados em pé
Por tempos inteiros
Perdemos

Consumo da imprudência
Cavalos esguios
Satisfazendo

Do cheiro de campo
À praia pequena
Te querendo

Fugaz e inevitável
É a orla em brisas


Chuva e café
Companhia por hora
Traquejo

Surtido o efeito contrário
No telefonema molhado
Capricho

E a mensagem que fica
Na cabeça e não se escreve
Sem recompensa

Tentativa de outrora
Repassada no poema
Lembrança

Mais uma investida
Desta vez com coragem
Legitimidade