Ela foi, e
A saudade que deixa é
Um rombo vazio.
Na estante o
Vácuo de suas coisas.
Não habita o
Canto de outrora.
Deixa o cheiro,
Deixa a lembrança.
Deixa o canto do
Cântico da alvorada.
Castiga a cicatriz da
Solidão divergente.
Voa.
Voa.
Seu ninho guardado,
Aguarda seu pouso
De rapina.
10.2.15
28.12.14
Tenho a mania de
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...
Tenho meus pensamentos na nuvem,
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.
Repetidamente enfrento,
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.
Lembra aquele presente?
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!
Compreendo
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".
O que fica nas entrelinhas
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?
Suspira,
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...
Afoga-te
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Em sua própria construção.
Afoga-te!
Não acredito em você,
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.
Provas estão enlaçadas
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo!
Esses disparam meus alertas que suas
Provas estão enlaçadas.
Provas estão enlaçadas.
Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!
Grite
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!
Sua subjetividade
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.
Foi,
Não é e nem era, mas
Foi...
Não é e nem era, mas
Foi...
Não me iluda,
Não se iluda,
Não me iluda!
Não se iluda,
Não me iluda!
Só,
Também fico, mas
Só!
Também fico, mas
Só!
27.12.14
Eu vejo você,
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
É incrível como afeta,
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
A falta que já sinto,
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Transformou minhas vontades,
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Assusta os próximos passos,
Sorrateiros antes de um salto.
Sorrateiros antes de um salto.
Guardarei um pedaço comigo.
30.11.14
Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe
E de quem a viveu...
Duvida?
Duvida?
Experimenta!
9.11.14
8.11.14
3.10.14
Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.
Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.
Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.
Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.
Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.
25.8.14
29.7.14
21.7.14
Frio
Quente
Seguiu a noite.
E a gente?
Silêncio e
Conversa
Roubaram-me as palavras
Com sua presença
Que força é essa
Que me atrai?
Trêmulo
Rígido
Por um lado divertido
Por outro meio frígido
Distante e
Bem próximo
Se fosse comum
Escorregaria como limo
Que atração é essa
Que me força a dizer
29.6.14
Sei que é dicotômico,
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...
Na próxima.
Se houver uma próxima.
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar,
Ensaiar...
Nem sai ar.
Convertido em silêncio,
O encontro aconteceu.
Horas e horas,
Dias e dias,
E, mesmo assim, silêncio.
Nem na tentativa,
Nem para desmistificá-la,
Talvez eu quisesse
Apenas destruí-la aqui dentro,
Para reconstruir como pessoa.
Não o mito,
Não a projeção,
Não os devaneios mais comedidos.
Quebrar a expectativa,
Dilacerar o approaching
E apresentar o que posso oferecer,
Mesmo por vezes - Ilusão.
A fera que ali combatia
Era a fera que ali se defendia.
Perdido em assuntos que decorriam,
E como corriam,
Gestoso e boêmio,
A deixa havia passado.
Se fazer presente
Sem ser um enlatado.
Consumar a vontade
E não desvirtuar o caminho.
Ser interessante?
Oh, ser interessante!
Seus lábios sorrindo,
malditamente sorrindo.
Confrontando toda a nova abordagem.
Pele macia
Mas distante.
Pondo a prova a real vontade de te ter,
Não, não é carnal,
Não, também não é espiritual.
Mesmo que "algo" me faça admirá-la tanto.
É pessoal e mimético.
Mas o que é que tem tanto assim em você
Que me prende com tal veemência?
O que você tem
Que me torna seu sem ser minha?
Puxar o ar,
Comentar que...
Perguntar...
Afirmar...
O QUE DIZER?
Então comentar que...
Na próxima.
Se houver uma próxima.
16.6.14
Ansioso em te conhecer,
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?
Pensando em como deveria ser.
Subitamente, me invade uma imagem!
Pular a janela do segundo andar.
Dirigir na contramão.
Chacoalhar meus vidros e só pensar
No que eu faço com você.
Na minha cabeça surgem flashes de futuro do pretérito.
Futuro desconhecido de um passado desejado.
Quando não,
Um futuro desejado de um passado desconhecido.
Você, você, VOCÊ...
Procuro algo mais para minha cabeça pensar e suplico por nova imagem.
Mais uma vez você.
Me pergunto...
Por quê?
Lutar contra ou a favor
É uma ação irrelevante.
Outros fatores me levam a isso.
Mais uma vez, por quê?
10.6.14
Todos os dias ela olhava
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Para o mesmo lugar,
Para as mesmas coisas,
Da mesma maneira,
Mesmo assim
Corriqueira.
Todos os dias ela vivenciava
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Naquele lugar,
As mesmas coisas,
Com as mesmas pessoas
E as mesmas manias.
Só que, mesmo assim,
Contemplava.
Todos os dias ela desejava
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Mudar de lugar,
Para ver outras coisas
E novas pessoas.
Assim,
Coexistindo.
Todos os dias pensei
Até que consegui.
Até que consegui.