25.3.15

Suas coisas,
Que esvaziam minhas coisas,
Fazem falta para as coisas
Que não esvaziam nunca!

24.3.15

Ver e ouvir,
Sentidos e sentimentos,
Provar dos sentidos!
Provar cada sentimento!
Testar seus limites,
Correr contra o tempo!
Viver a favor do tempo.
Ter, conter, ter.
Te ter...
Te sentir...
Te ver...
Aqui...
Tendo bons sentimentos,
Explorando meus sentidos,
Te vendo, te imaginando.
A cada conjuntura uma nova sensação.
Sonhando acordado.
Início, meio e sem fim.

10.2.15

Ela foi, e
A saudade que deixa é
Um rombo vazio.
Na estante o
Vácuo de suas coisas.
Não habita o
Canto de outrora.
Deixa o cheiro,
Deixa a lembrança.
Deixa o canto do
Cântico da alvorada.
Castiga a cicatriz da
Solidão divergente.
Voa.
Voa.
Seu ninho guardado,
Aguarda seu pouso
De rapina.

28.12.14

Tenho a mania de
Ouvir Afrodite!
Sabendo de suas artimanhas,
Tenho a mania de...

Tenho meus pensamentos na nuvem,
Constantes desilusões,
Dos pés fincados e enraizados!
Tenho meus pensamentos na nuvem.

Repetidamente enfrento,
Consequência da falta de diálogo.
Sartre ou Poe me entenderiam, o que
Repetidamente enfrento.

Lembra aquele presente?
Quem sabe dessa vez veio,
Embrulhado no melhor papel e com o laço
Mais bonito, e não era pra ser
Seu ou meu. Você
Lembra aquele presente!

Compreendo
Quando a flecha me
Cerca e só resta o
Acompanhamento mortal de um belo
"Compreendo".

O que fica nas entrelinhas
Resulta de ações mal interpretadas
Das palavras não ditas
Que confundem os pensamentos igualitários
Culminando na pergunta,
O que fica nas entrelinhas?

Suspira,
Minha doce ilusão,
Representada e não vivida,
Caída por emoção
De via única,
No colo do invólucro
Sarcástico!
Suspira...

Afoga-te
Em sua própria construção.
Afoga-te!

Não acredito em você,
Em você ou você,
Um sonho possível,
O meu. Ouvi, diversas
E devastadoras vezes,
Não acredito em você.

Provas estão enlaçadas
Em distâncias consentidas,
Comendo as emoções que
Saltam de seus olhos e
Transbordam do seu corpo! 
Esses disparam meus alertas que suas
Provas estão enlaçadas.

Corra!
Se esconda e não suje minha face,
Corra!

Grite
Bem alto na inútil tentativa,
Grite!

Sua subjetividade
Limita-se ao meu desconforto.
Expulso então
Sua subjetividade.

Foi,
Não é e nem era, mas
Foi...

Não me iluda,
Não se iluda,
Não me iluda!

Só,
Também fico, mas
Só!

27.12.14

Eu vejo você,
Temo pelos olhos que me fitam de volta.
Cego e confuso.
Se é tão bom quando vem,
Como deixá-la ir?
É incrível como afeta,
Garras que arranharam profundo.
Ainda cego e confuso.
Você vai, não vai?
Nem tudo vai contigo.
A falta que já sinto,
Pelo branquinho e macio
Confundem e cegam.
Você me entende, não?
Transformou minhas vontades,
Gatuna tão cheia de delicadezas.
Sei que te quero por que te vejo.
Assusta os próximos passos,
Sorrateiros antes de um salto.
Guardarei um pedaço comigo.

30.11.14

Uau!
É tudo que se pode dizer
Para a dicotomia.
Pensamentos antagônicos
Não transformam o ter
No ser.
Te querer não é
Meu dilema, é
Meu desejo.
Se perder em
Confusões do seu passado
Não é minha sina.
Aqui jaz o julgamento,
Aqui jaz o mimético,
Ou aqui jaz uma futura história?
Conheça...
Se importe...
Não fuja...
Sou só eu que confio em você?
Seus sumiços não me deixam à deriva?
Essa experiência é de longe 
E de quem a viveu...
Duvida? 
Experimenta!

9.11.14

Existem situações na vida
Em que personagens do Guy Debord
Gritariam como muçulmanas desesperadas
"Iala iala iala iala!"
 Por isso, aja na velocidade que
Não precise ouvir
"Senhor!  É tarde demais!"

3.10.14

Ela com sua morada,
Nas paredes, fotos de seu alicerce,
Visível eram os pilares que a sustentavam,
Cômodos bem distribuídos,
Confortável,
Tudo pensado.
Por fora, também uma casa extraordinária.
Não estava à venda.
Não estava para alugar.
Que bom se não me convidar a morar.
Me sentirei livre.

Convidaria para conhecer minha morada,
Mostraria as fundações,
Explicaria como escolhi o terreno,
Todos os pilares que mantêm minha casa em pé,
Apresentaria cada canto e até
Demonstraria porque meus pilares são reforçados.

Esse é meu tempo,
Externamente, umas portas arranhadas,
Pareciam tentativas de arrombamento, sem sucesso.
Uma telha ou outra faltando, mas
É a minha casa e é maravilhosa como a vejo.
Contudo, não coloco à venda,
Nunca mais a alugo e,
Para continuar sentindo o livre conforto da individualidade,
Não convido ninguém para morar.

Seria interessante junto com ela procurar o melhor terreno,
Onde prepararíamos a base mais sólida,
E levantaríamos os pilares que sustentarão
Todo conforto de cada área.
Assim, contemplar a beleza do externo,
Que apenas reflete o conjunto.
Sem jamais vender ou alugar.

Essa, sim, é a morada para duas pessoas
Ali perdurar.

25.8.14

Amarrasamor
Sufocaóticosufocados
Sistemáticoncisosistema

Queremporcalharotinas
Compenserenosacrilégios
Caprichadomaromântico

Juntossosublimes
Permanecéticalienada

Corriqueirasteiradvinda
Separa nós dois
O quê de tantas perguntas?
Qual é o onde a que se chega?
Adiante ou constante?
Como seria essa travessia?
Mesmo com as pessoas no entorno?
Seria sozinho?

29.7.14

No toque do
Cruzar de nossos olhos,
Um labirinto voraz.
Criado e mantido
Pelos atuais e
Momentâneos espectrais,
Desenvolvidos pelos
Meus medos.

21.7.14

Frio
Quente
Seguiu a noite.
E a gente?

Silêncio e
Conversa
Roubaram-me as palavras
Com sua presença

Que força é essa
Que me atrai?

Trêmulo
Rígido
Por um lado divertido
Por outro meio frígido

Distante e
Bem próximo
Se fosse comum
Escorregaria como limo

Que atração é essa
Que me força a dizer

Que não somos tão antagônicos quanto penso?

29.6.14

Sei que é dicotômico,
Mas é possível, sim,
Sentir medo daquilo
Que se deseja.
Sentir temor daquilo
Que se pretende amar.
Sim, eu te desenhei demais,
Com inúmeros detalhes
Que talvez nem os tenha.
Quem sabe pequei
Pelo excesso de expectativa
E pela total falta de atitude.
Desistir?
Desista você.
Eu não sou assim.