18.4.20
Não é igual vemos em filme,
Não se parece em nada com uma fonte,
Mas contém o elixir da juventude.
Ela é linda e tem seus truques,
Sugere um mundo de possibilidades,
E uma recompensa de decepções.
Pra quem me conhece sabe.
Sabe se já verti um ou dois...
Ou um cálice desse líquido.
Enquanto jovem,
O mundo é pequeno,
As possibilidades são infinitas,
Nada é impossível.
Aos olhos dos outros você é imaturo.
A configuração atual do mundo
Retém, detém,
Convém, desdém.
Nessa nova configuração,
As pessoas devem ser mais leves,
As fronteiras estão deixando de existir,
E realmente nada é impossível.
Absolutamente nada é impossível
Persistência, não à desistência,
Resistência, com muita coerência.
Ainda te torna imaturo?
O jovem velho é idoso.
Enquanto velho,
Terei o aval de dizer “já passei por muita coisa”,
Serei uma verdade incontestável,
Carregado das experiências,
De um mundo
Com uma configuração,
Modificada, talvez mortificada,
Aclamada, mas parece aglomerada.
Desejarei que o mundo evolua,
Fugirá ao meu controle essa evolução,
Estarei preparado ou não.
A segurança dará lugar
À inovação,
O planejamento a se reinventar,
O certo ao novo certo.
A explanada à arrumada,
A vida passada dará lugar
A nova jornada.
Serei considerado a voz da razão?
O velho jovem não!
Basicamente o olhar
Do futuro no presente
Não é valor.
É necessário,
mas não deve ser feito.
Ao menos não do jeito jovem.
Enérgico, carregado de
Novidades,
Com conexões assimétricas
E preparado para novas
Mudanças.
Não compensa ser jovem.
Se o respeito só virá
Por causa da idade.
E dessa última conclusão,
A dúvida que paira
Então congela,
Beber dessa água e ser considerado um jovem,
Pra sempre.
Não beber e me tornar um velho
Pra sempre.
8.5.19
O andar de cima faz muito barulho,
Já não é mais uma questão de "me conformar".
O andar de cima faz muito barulho,
Pula, parece até que é uma serca.
O andar de cima faz muito barulho,
Talvez pense que é algum tipo de exemplo.
O andar de cima faz barulho demais,
Chega a ser repetitivo, prolixo.
O andar de cima não se enxerga,
Cego perdido em seu próprio ego.
O andar de cima faz muito barulho,
É imoral, inconsequente e irracional.
O andar por cima faz barulho,
Mas o tempo devolve.
O andar de cima faz barulho demais,
Copia acefalamente uma obra remanofaturada.
O andar de cima só faz barulho,
Nem se sabe se merece estar por/em cima.
O andar de cima com tanto barulho,
Realmente acha que tem a razão.
O andar de cima faz barulho só,
Não sabe que não sabe, porque pensa que sabe.
O andar de cima com tanto barulho assim,
Se torna irresponsável.
O andar de cima embarulhado,
Só está em cima por um mero acaso.
O andar de cima faz muito barulho,
O tempo apaga as palavras mas a noite se torna barulhenta.
O andar de cima faz barulho de novo,
Não tem como separar, faz parte da mesma construção.
Mas o andar de cima só sabe fazer barulho,
"Calma, um dia não estará mais aqui".
É que o andar de cima com tanto barulho,
Não enxerga que só sabe gritar,
Tem uma visão simplista da complexidade humana,
Se acha exemplo de coisa alguma,
Vive vendado,
Não tem rumo,
Prumo,
Nexo,
Palavra,
Hombridade,
Tão pouco sabe planejar.
Pro andar de cima só podemos aguardar,
Tá mais perto de Deus, fica mais fácil de Ele puxar.
9.3.19
27.12.18
24.10.18
Pra mim
Aqui na madrugada das 5:21
Acordei e num lapso inconsciente escrevi
Escrevi algo que veio da alma
Não sei se com rancor ou com iluminação consciente do meu eu
Aquele eu que vai crescendo e se desenvolvendo
Rogo por ser o segundo pois assim me sinto mais conectado com meu futuro
E menos apegado com meu passado
Mas escrevi.
Talvez...
Você não tenha o tempo que preciso
Para falar de Dor.
Não entenderia se...
Te explicasse o que e como
Realmente se entende por empatia.
Sim, o como.
Não ter empatia
É quando um homem sabe o que é um chute no saco mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.
Não ter empatia
É quando uma mulher sabe o que é um soco no peito mas já não sente o ápice
Nem tão pouco por quando tempo dura
E pega apenas o recorte do momento e diz...
Já passa.
Não ter
É quando você leva anos criando alguém
E aquela folha em branco que vai recebendo tudo...
Valores, personalidade, caráter
Tenta apagar alguns rabiscos com uma borracha virgem e você diz...
Esquece isso.
Ter
É entender que a dor é muito maior do que se pensa
Que dura muito mais do que se quer
Até mesmo quando se diz...
Eu te entendo.
3.7.18
Um quase país, uma quase população,
Na falta da educação uma falta de educação.
Bandeiras, camisas e faixas, mas uma vontade de morar no Exterior.
Suplica por aquela educação,
mas hoje não tem aula, quem joga é a Seleção.
19.3.18
Obrigado por estar do meu lado e estar ao meu lado.
Obrigado pelos seus carinhos, pelo seu ouvido, por me ver e por me enxergar.
Obrigado por estar aqui e estar acolá.
Obrigado pelas palavras quando o silêncio rasga.
Obrigado pelo silêncio quando as palavras machucam.
Obrigado por encostar em mim quando a inquietação incômoda me faz angustiar.
Obrigado pelo beijo de boa-noite e pelo de bom-dia.
Obrigado por brigar comigo quando o limite vira uma linha imaginária.
Obrigado por ser firme em tempos de moleza.
Obrigado pelo jogo de cintura quando tudo é muito duro.
Obrigado por me permitir ser seu.
Obrigado por ser minha.
Obrigado, Deus, por você.
Obrigado, Deus, pela vida.
3.3.18
Entregando sua chegada,
É aquele desmantelar
Anunciado pelo canto da boca.
Pretume no céu,
Estrondo rompante de consciência.
Caia logo, maldita tristeza.
Flashes cintilantes,
Contando histórias antigas.
Descanse em paz, gota tola.
Enquanto lá fora, água
Aqui dentro, deságua.
Cai suave e escorre pelos prédios,
Assim como dos olhos à boca.
O som peculiar ao atingir o chão,
Confundo a chuva com meu corpo.
Me encontro no sentido ascendente.
Desce em câmera lenta,
Ao que a alma sobe.
Trovão que ilumina minha vida.
10.7.17
Meu silêncio,
Que evita as certezas das brigas,
Expurga a nítida imagem
Onde um pai carrega o caixão
Com as mãos sujas se sangue.
Ainda brigo no ar,
Defendo minha vivência,
Minha existência.
Um futuro que não escrevi.
Apontando o lápis...
Para perfurar e reescrever,
Ou desenhar algo novo.
Mente qual seu veredito?
Sou o único a confiar na minha força,
Mente qual seu veredito?
Mente, qual seu veredito,
Mente qual é o veredito.
2.3.17
Gostaria de ser romântico
Como eu e você,
Gostaria de saber se expressar,
Gostaria de tocar o coração da amada,
Gentilmente,
Saber o que fazer quando fazê-lo.
Ousar quando necessário,
Recuar quando inevitável.
E não invadir e tomar conta,
Sabendo que cedo ou tarde iria abandoná-lo.
Deixar o coração cicatrizar sozinho,
Aguardar melhorar para então retomar.
Filho, todo homem gostaria de ser
Eu e você.
E é por isso que preciso ir embora.
No sossegar da rotina,
Estágio esse que nos encontramos,
Evolução passou a ser apenas uma
Palavra.
E é por isso que preciso ir embora,
A sociedade não aceita
Um homem que expõe suas emoções.
É um fraco, um tolo ou apenas um
Sonhador.
E é por isso que preciso ir embora.
Cercado pela parede dos cuidados,
Os próximos passos se tornam difíceis,
A âncora atinge o fundo e tudo o que resta é
Parar.
26.2.17
13.2.17
6.2.17
É o pulsante vácuo
Que preenche
Quando o sono
Desmorona sob seus músculos.
O vibrante tilintar
De sua voz,
Ecoando no vazio.
Presente do presente.
No esfregar de suas mãos
Em minha pele,
Sinto a presença
Da ausência.
O gosto pelo carinho,
Se compreendido,
É uma doação.
Atemporal.
A falta que faz,
Eminente desejo,
Percalço amargo
Do todo em torno.
11.9.16
Escondidos atrás das brincadeiras inocentes.
Advogando meus pensamentos.
Sentado aguardando aquele momento
Em que o abstrato combate o real.
Palavras escritas mas não faladas.
Sentimentos pensados mas não vividos.
Mas eu, como você...
O mais próximo dos perpétuos.